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Jauense é nova promessa do reggae nacional

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Ludymila Nascimento + Música
Ludymila Nascimento é + Música

Por Ludymila Nascimento

Formado em 2011, o trio paulistano caiu nas graças do público graças ao hit “Chora Brother”, produzido pelo multipremiado produtor Tadeu Patolla, que foi tema da temporada 2013/2014 da novela Malhação da rede Globo. Traz em sua essência elementos do pop e do ska somados ao reggae. O trio já participou de diversas premiações, programas de televisão, incluindo a participação em Malhação, também já teve oportunidade de dividir o palco com diversos nomes como Maneva, Scracho, Forfun, Planta e Raiz e etc. Possui dois trabalhos e nesse momento, se prepara para gravar seu terceiro disco. O diferencial pra gente é que dentro desse sucesso todo tem um músico com raízes jauenses, sim! Pedro Nassif, é ele, o belo jovem de 26 anos, que ao lado de Theo Queiroz e Nil Souza, tem seguido firme e forte em busca da realização de um sonho de infância. Com apoio do pai, o conceituado médico jauense Miguel Nassif, que ainda atua na cidade, Pedro conta na entrevista a seguir que tem Jaú como um refúgio e muita vontade de se apresentar por aqui.

Pedro Nassif é jauense
Pedro Nassif é jauense

Ludy: E aí, Pedro, como surgiu sua paixão pela música? Porque escolheu o reggae?
Pedro: Olá, Ludy! Obrigado pelo convite, muito bacana falar ao pessoal de Jaú. Eu sempre fui apaixonado por música, tem gente que nasce com a música pulsando no corpo, e comigo foi assim. Cada dia me sentia mais atraido e queria aprender mais de cada instrumento. Eu não costumo falar que Mahalo é Reggae, considero uma banda que faz músicas “goodvibes”, e que sim, tem influencias do reggae. Não me prendo a estilos, sou um apaixonado por música de um modo geral.

Ludy: E quais foram suas maiores influências?
Pedro: Minhas maiores influências são bandas desconhecidas, gosto de fuçar na internet bandas independentes do mundo todo.

Ludy: E a formação da Mahalo, como foi?
Pedro: Foi um reencontro de três amigos que tocavam juntos desde crianças. Para criar a Mahalo juntamos todas as nossas vivências e experiências no mundo da música.

Ludy: O que Jaú significa pra você hoje?
Pedro: Jaú é meu refúgio. Cidade onde tenho uma família linda e pessoas muito queridas também. É onde meu pai Miguel trabalha até hoje. Amo a cidade e sempre que penso em Jaú, já lembro da educação e da simpatia das pessoas.

Ludy: E como é sua relação com a cidade… Você tem uma casa aqui? Vem com frequência?
Pedro: Sim tenho uma casa, como disse é meu refúgio. Lá me sinto conectado e em paz, posso passar a noite toda vendo estrelas, coisa que infelizmente não é sempre que podemos fazer na capital, onde resido hoje. Me sinto no estado perfeito para deixar fluir a criatividade.

Ludy: Falando em criatividade, vocês estão a mil nas produções neste segundo semestre, né?!
Pedro: Sim, estamos gravando o segundo single, um já foi lançado, se chama “Deja Vu”. Além da produção de Patolla ele também conta com a participação especial do Tales de Polli, vocalista da Banda Maneva. A última vez que trabalhamos com o Patolla (Grammy 2012, Charlie Brown Jr, Biquíni Cavadão e Strike) foi há dois anos. O resultado desta parceria foi o hit “Chora Brother”, primeiro single do álbum “Gratidão” que emplacamos como trilha sonora principal da Malhação em 2013/2014. O resto das energias estamos concentrando no CD, que vai ser um outro processo, mas tá pra sair no final de 2015. Aguardem.

Ludy: Fala um pouco de “Deja Vu” então…
Pedro: “Deja Vu” trata de um amor de outras vidas. Acreditamos que toda pessoa tenha uma ligação de amor em vidas passadas e tentamos colocar isto da melhor maneira possível. Não houve um “critério” no processo de composição dessa música, Theo Queiroz ( Baixista) e eu sentimos que ela combinaria com o Tales do Maneva pelo timbre dele e vibe do som, fizemos o convite e tivemos a satisfação de ter o convite aceito, o resultado ta aí.

Ludy: Vemos muitos músicos reclamando do mercado atual, que o sertanejo monopolizou, que tá difícil pros outros estilos…
Como tá sendo pra vocês?
Pedro: Ah, o mercado nacional pra tudo está ruim, imagina pra música. Tem que seguir acreditando, com muita luta e muito amor, mesmo.

Ludy: E os projetos pro futuro, Pedro?
Pedro: Deixo a vida me levar, não crio muitas metas mas quero passar nossas mensagens adiante. Muitas pessoas me falam que nossa música as ajudou de alguma forma e isso é muito gratificante. Tenho histórias incríveis que me comovem sempre. Se eu tiver uma meta, é essa: cada vez mais fazer parte da vida dessas pessoas. Aproveitando, deixo um beijo pra todos de Jaú. Saudades! Até o primeiro show da Mahalo na cidade, espero que seja em breve. Obrigado. 

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