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Bairro de Jaú usa apitos como alerta de segurança

Programa Vizinhança Solidária ganha novo fôlego no bairro Santo Antônio
Diário do Jahu

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Implementado há mais de três anos no bairro Santo Antônio, em Jaú, o Programa Vizinhança Solidária está intensificando as ações em busca de maior segurança e envolvimento comunitário. A iniciativa é articulada por meio de parceria entre moradores e a Polícia Militar. O trabalho ocorre em várias frentes, desde a integração em grupos de WhatsApp, até apitaços, monitoramento por câmeras e melhorias na iluminação de algumas ruas.

“A ideia surgiu da necessidade de unidade no bairro, para lidar com problemas comuns, como pequenos furtos e situações envolvendo casas abandonadas”, destaca o padre Armando Valencise, responsável pela Paróquia de Santo Antônio e coordenador do programa junto à comunidade local. De acordo com ele, a polícia dá total apoio ao projeto, como principal motivadora. “A frase chave do projeto é: juntos somos mais fortes”.

Os apitos, que já podem ser ouvidos esporadicamente em algumas ruas do bairro, são a medida mais recente adotada pelos moradores, para fazer um alerta aos vizinhos caso alguma situação suspeita seja identificada. Porém, o item faz parte de uma série de ações articuladas entre os mais de 100 participantes do grupo. “O projeto nos leva a perceber que somos dependentes uns dos outros e que precisamos fazer algo. Colocar a mão na massa, para que possamos nos cuidar. É mais do que empatia. É compaixão”, ressalta Valencise.

O padre explica que qualquer movimentação suspeita deve ser denunciada primeiramente à PM, pelo 190. Na sequência, o morador é orientado a avisar os vizinhos por meio de uma mensagem em um grupo de WhatsApp, no qual estão todos os participantes do programa. “Se for de madrugada, as pessoas também começam a acender as lâmpadas. Durante o dia, surgiu a possibilidade de uso do apito, também como forma de alerta”. Por enquanto, poucos apitos foram distribuídos, mas outros já estão à disposição da vizinhança na secretaria da paróquia.

Na atual fase do programa, 50 placas estão sendo colocadas em 50 postes, com informações sobre o monitoramento comunitário existente no bairro e apresentando orientações sobre segurança. Além disso, novas câmeras foram instaladas em cruzamentos considerados mais críticos para a questão da segurança e a própria iluminação ao redor da igreja tem sido reforçada.

Segundo o padre, os moradores também postam no grupo de WhatsApp as demandas coletivas e ele, como gestor do programa, tenta buscar soluções. “Aconteceu, por exemplo, o furto de quatro lâmpadas na ponte da rua Humaitá. Os moradores entram em contato no grupo e eu levo essa demanda até os vereadores, ou secretaria responsável ou até mesmo à CPFL”, exemplifica.

Ataques a projeto social

A Paróquia Santo Antônio em Jaú realiza acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente com distribuição de refeições às famílias mais carentes. O trabalho foi intensificado desde o início da pandemia, já que os índices de pobreza cresceram rapidamente e a fome se tornou uma realidade ainda mais presente.

Contudo, o projeto recebe ataques de alguns moradores que atribuem a criminalidade no bairro ao programa social. “Ouço com muita dor algumas pessoas do bairro associando os furtos que estão acontecendo, com a distribuição das marmitas. O que eu percebo é o aumento da pobreza, que traz a fome e, infelizmente, por parte de poucas pessoas, os furtos”, lamenta o padre.

Preparação das marmitas na Paróquia Santo Antônio

Armando Valencise explica que “a distribuição de marmitas não aumenta a criminalidade no bairro, mas faz o contrário; o crime não pode ser visto como consequência desse trabalho”. E finaliza: “Deus fez nascer o sol sobre bons e maus. Eu conheço as pessoas que dependem da igreja para sobreviver. O que eu vou fazer? Despedir a população com fome? Vou jantar tranquilamente pensando que fora dos muros da residência paroquial tem gente passando fome? Eu desejo que os meliantes que tenham praticado furtos sejam punidos. Caímos sempre no pecado de generalizar. Isso é tudo o que não podemos fazer nesse momento. A caridade não é esmola, mas obrigação, especialmente pra mim, como ser humano, padre e Cristão”.

Quem quiser colaborar com o projeto social de distribuição de refeições, ou for morador da região e tiver interesse em integrar o Programa Vizinhança Solidária, deve entrar em contato com a Paróquia pelas redes sociais ou pelo telefone (14) 4103 5000.

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