O melhor de Jaú e região em um só lugar! Desde 1999

ESPECIAL: O que mostrou o ranking de liberdade de imprensa da RSF

Brasil teve queda e entrou na zona vermelha. Hoje é comemorado o dia mundial da liberdade de imprensa.
Lucas Souza Dorta

Lucas Souza Dorta

Lucas Dorta é jornalista formado pelas Faculdades Integradas de Jahu. Já foi estagiário no Jornal Nossa Terra e na Agência Experimental de Comunicação da Fundação Educacional Dr. Raul Bauab. Trabalhou na comunicação da Prefeitura Municipal de Mineiros do Tietê e fez serviços freelancers na revista Fatos & Fotos.
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou no dia 20 de abril o seu ranking mundial de liberdade de imprensa do ano de 2020. A Ong (Organização Não Governamental) publica a lista desde 2002 e a avaliação analisa fatores como pluralismo, independência, ambiente, autocensura, arcabouço jurídico, transparência e qualidade da infraestrutura de apoio à produção de informações. A metodologia é baseada em questionários preenchidos por profissionais da área em diversos países.

As situações das nações pesquisadas são classificadas como boa,  relativamente boa, sensível, difícil e grave. Confira algumas informações e considerações deste trabalho da RSF.

Brasil em queda e na zona vermelha O Brasil caiu mais quatro posições e agora está em 111º, ficando em “situação difícil”, entrando na zona vermelha pela primeira vez. O relatório disponível no site cita os seguintes motivos:

– Muitos profissionais são mortos após cobertura de casos envolvendo corrupção e crime organizado.
– O trabalho da imprensa ficou mais complexo desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, por causa das agressões, perseguições e humilhações contra jornalistas.
– As dificuldades de acesso à informação que a pandemia do coronavírus expôs e que ajudaram a originar novos ataques do chefe do Executivo aos membros da imprensa.
– A concentração midiática.
– O sigilo das fontes sendo regularmente prejudicado, já que muitos jornalistas são alvos de processos judiciais abusivos.

A América do Sul
O melhor colocado é o Uruguai, em 18º no geral, e situação “relativamente boa”. A Ong destaca condições como acesso à informação e regulação de radiodifusão comunitária, a lei sobre serviços de comunicação audiovisual adotada em dezembro de 2014 que tem como objetivo incentivar o pluralismo e também estabelece o Conselho das Comunicações Audiovisuais independente do poder Executivo.
Em seguida aparecem o Suriname (19º – situação relativamente boa), Guiana (51º – situação sensível), Chile (54º – situação sensível), Argentina (69º – situação sensível), Peru (91º – situação sensível), Equador (96º – situação sensível), Paraguai (100º – situação sensível), Bolívia (110º – situação difícil), Brasil (111º – situação difícil), Colômbia (134º – situação difícil) e Venezuela (148º – situação difícil).

Liderança
No topo e em “boa situação” está novamente a Noruega. O relatório destaca que em 2020 o parlamento norueguês incumbiu o governo de publicar avaliação anual da situação da liberdade de expressão e de imprensa no país e solicitaram atualizações a respeito de implementação de políticas de mídias globais aplicadas aos meios de comunicação.

Dentro do “top 10” ainda constam Finlândia, Suécia, Dinamarca, Costa Rica, Países Baixos, Jamaica, Nova Zelândia, Portugal e Suíça. Todos apresentando “boa situação”.

Dez piores
Já nas piores posições estão Cuba, Laos, Síria, Irã, Vietnã, Djibuti, China, Turcomenistão, Coréia do Norte e Eritréia. Estes são considerados em “situação grave”.

Em relação ao último colocado, a RSF aborda que há pelo 11 jornalistas presos nos calabouços do regime, sem acessos às famílias ou advogados e que a imprensa também fica submetida ao regime do presidente Isaias Afewerki.

Disponível também em: https://espacolucasdorta.medium.com/

EM DESTAQUE