CEI das Vacinas: Ainda sem número suficiente para ser aberta

'Não sei o que a CEI poderia levantar de tão grave que não querem abrir', comentou o vereador ao Jaumais
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O vereador Luizinho Andretto está empenhado em tentar abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar supostas fraudes ou incorreções na vacinação contra a covid em Jaú. Tenta, mas está difícil conseguir a assinatura dos demais vereadores. Dos 17, só cinco vereadores querem transparência na questão. “Não sei o que a CEI poderia levantar de tão grave que não querem abrir”, comentou o vereador ao Jaumais.

Durante a semana, uma cidadã envolvida na defesa dos interesses da cidade, publicou um desabafo em rede social mostrando-se decepcionada com essa prática de alinhamento incondicional ao prefeito por parte da maioria dos vereadores. Repete-se no atual mandato o que se verificava nos anteriores.

Vera Lúcia Toledo Pedroso clama por transparência e considera lamentável a postura dos vereadores que silenciam perante um assunto tão importante. A Prefeitura atrasou a divulgação da lista dos jauenses vacinados, depois, quando a lista veio a pública tinha muitas informações faltantes ou suspeitas. Até idosos de 18 a 59 anos teriam tomado vacinas.

A seguir o manifesto de Vera Lúcia Toledo Pedroso

“Decepção é a palavra que define o sentimento que tomou conta do cidadão jauense consciente, que clama por transparência no serviço público, diante da negativa dos srs vereadores em permitir a abertura da CEI para se apurar as possíveis irregularidades ocorridas na aplicação da vacina em Jaú.

Pensávamos que o pesadelo do legislativo blindando o executivo, ao invés de exercer sua função primordial, que é a fiscalização, tivesse ficado no passado. Ledo engano! Que tristeza!

Houve erro? Que se apure, responsabilize e corrija. Fica muito melhor que jogar as dúvidas para debaixo do tapete. Alimenta o descrédito.

Havia uma determinação a ser seguida, para a administração das doses, por orientação de especialistas. Naquele momento os idosos eram considerados os mais vulneráveis, deveriam ter prioridade. Isso foi respeitado? Por que uma vida tem que ser mais valorizada que outra?

Quem nos garante que inversões de ordem ou prioridades não podem ter tido graves consequências?

Como cidadã, gostaria de ter respostas.

Clamo por transparência, em todas as esferas. Vamos começar por aqui.

Lutei na gestão passada, fui às sessões de câmara, levantei a voz. Não mudei minha forma de pensar. Luto pela comunidade, não por grupos políticos.

Lamentável a postura de vereadores que mudam ao sabor do vento. Ora lutam pela população, são aguerridos. Ora silenciam.

Espero que os eleitores fiquem atentos.”

PARA ENTENDER O CASO

A proposta da CEI encabeçada por Luizinho poderá ser efetivada até segunda-feira, e não apenas até quinta-feira passada como se falo. O vereador ganhou um prazo adicional para convencer pelo menos mais um vereador

Até agora, apenas ele próprio Fábio Souza, Mateus Turini, José Carlos Borgo e Paulo Gambarini assinaram documento avalizando a abertura das investigações. “Graças a Deus e ao regimento interno ganhamos mais um fôlego até antes da sessão para buscar a sexta assinatura”, disse Luizinho, que admite acionar o Ministério Público para que se apure as incoerências da listagem.

O HORAH Notícia abordou o assunto dias atrás:

“O jovem vereador reiterou que pretende apenas esclarecer dúvidas sobre a relação por idade dos vacinados em Jaú e porque o prefeito Ivan Cassaro ainda não cumpriu todos os requisitos da Lei dos Vacinados (nome completo, idade, grupo de risco, onde e em que fase tomou a vacina, qual imunizante foi utilizado e CPF com os primeiros cinco dígitos substituídos por asteriscos). Para Luizinho Andretto, o não cumprimento da lei pode levar a denúncia por crime de responsabilidade contra o prefeito, sem falar ‘nas muitas incoerências e absurdos’ do relatório dos vacinados mandado à Câmara pela Saúde.”

O HORAH esclarece os motivos para que uma CEI seja aberta:

“As mais gritantes dessas incoerências são: 1) a vacinação de ‘idosos’ com 18 a 59 anos, sendo que 40 desses velhos-jovens tomaram a 1ª dose da vacina e 93 receberam a 2ª; e, 2) a imunização de um quilombola e de um indígena, cada qual com dose diferente do imunizante.

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