Morre Palmiro Guirro, ex-presidente do XV entre 1984 e 1987

Presidente da era Kazu, teve seu sepultamento na cidade de Dois Córregos
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Um presidente que marcou época no XV de Jaú, Palmiro Guirro morreu nesta sexta-feira em Brotas, onde estava internado. O velório ocorre em Brotas e o sepultamento será às 15h30 em Dois Córregos, cidade dele e onde manteve por décadas o famoso Posto Capelinha.

Guirro pode ser considerado um dos maiores presidentes do Galo, mas também atuou em outras funções na diretoria. Estava à frente do clube entre 1984 e 1987, sendo o chefe da delegação na histórica excursão do XV de Jaú ao Japão, quando Kazu jogava em Jaú.

Na época, o Galo era a referência de futebol para os japoneses. Do XV saíram muitos profissionais e jogadores para trabalharem no Japão depois daquela viagem em que o XV ajudou a criar a cultura do futebol em terras nipônicas. Por meio dele o XV chegou a ter um convênio com o Shimizu FC, cuja cidade foi considerada cidade-imã de Jaú.

Palmiro sofria de Alzheimer há vários anos e estava internado em clínica na cidade de Brotas. O contato com amigos do tempo do XV era limitado.

Técnico bom – Numa de suas últimas aparições públicas, em 2011, quando Kazu visitou o Jauzão pela última vez, Palmiro o recepcionou e foi o guia para uma reportagem da tv japonesa. Na ocasião, ele disse que tinha como prática no XV de contratar técnico de respeito no cenário brasileiro.

“A minha idéia era trazer técnico bom para o XV. Ele resolvia aqui e quando ia embora levava jogador da gente. Abria as portas”, comentou, citando Zé Duarte, José Poy, Cláudio Duarte, este último segundo ele, com passagens por Grêmio e Inter do RS e entre os top do país

REPORTAGEM FEITA POR PAULO CÉSAR GRANGE QUANDO DA VISITA DE KAZU A PALMIRO GUIRRO
Kazu: sem pressa para parar

Jogador profissionalizado pelo XV nos anos 80 diz que não tem planos de pendurar as chuteiras, mas admite fazer jogo de despedida no Brasil

Kazuyoshi Miura, o mundialmente conhecido Kazu, não tem planos de pendurar as chuteiras são cedo. O ex-jogador do XV de Jaú nos anos 80 esteve no Jauzão neste sábado e revelou que tem contrato com o Yokohama para pelo menos mais uma temporada no futebol japonês. Vai continuar em campo mesmo com 44 anos (completa 45 em fevereiro). Kazu admitiu que sonha em fazer um jogo de despedida no Brasil. Quem sabe com a camisa do XV de Jaú.

Kazu está no Brasil e está sendo acompanhado por equipes de televisão do Japão, que produzem um documentário sobre a longevidade da carreira do atleta. Ele estreou no time profissional do XV em 24 de novembro de 1985. Ainda era atleta amador. Entrou no segundo tempo de uma partida que ficou pela história. Substituiu o colega Adriano no jogo em que o Galo derrotou o Palmeiras por 3 a 2 em pleno Estádio Palestra Itália. A vitória do XV tirou do Palmeiras a chance do título.

Essa história foi relembrada ontem cedo no Jauzão por Kazu e por colegas daquela época, como o ex-técnico Chiva e o ex-presidente Palmiro Guirro. Este, aliás, fez questão de apresentar a Kazu documento de inscrição de Kazu como atleta amador na Federação Paulista de Futebol.

Guirro, que era presidente do XV na época em que Kazu chegou ao clube, esteve o tempo todo ao lado do craque – ele dirigiu o Galo ao longo de 15 anos. Sempre lembrando de histórias do Galo, de como era o clube nos anos 80, do convênio com os japoneses que enviaram garotos para aprender a jogar bola em Jaú. Falou da “fábrica de craques”, da qual ajudou a começar a criar a partir de 1976.

O ex-dirigente diz que o XV já tinha categoria juvenil, mas não a infantil. “começamos a infantil e os ‘pedra 90’ de fora nós alojamos no clube. E fazia questão que todos os meninos estudassem”, lembrou. “O jogador tem de estudar se não não sabe o que fazer com o dinheiro que ganha”. Antes de Kazu, o XV já tinha um japonês no clube: Koiti. “Depois veio o Kazu.” Outro dirigente da época, Edward Caffeu, também foi ao estádio.

Marcante – Outro momento marcante de Kazu pelo XV foi em 1988, quando marcou um gol diante do Corinthians no Jauzão. “Aquele gol dele ficou repetindo no Japão por muito tempo. Na época, o XV foi o clube que mais vendeu camisas no Japão”, lembrou Wilson Fernando Rizzatto, o Chiva, que treinou Kazu.

Companheiros de Kazu naquela época fizeram questão de cumprimentar o amigo neste sábado: Marcelo Silva, Toninho Paraná, João Luiz e outros. Paraná e Marcelão levaram fotos para lembrar dos ex-companheiros. Kazu admitiu que o ano de 1988 foi o mais marcante na carreira dele. ‘Foi muito importante para mim”. O jogador disse que não se preocupa em contabilizar quantos gols marcou na carreira, mas admite que chegue perto dos 250 como atleta profissional – foram 15 no Brasil, 160 em campeonatos no Japão, 55 pela Seleção Japonesa e outros em jogos não oficiais.

Questionado se ainda gostaria de encerrar a carreira no XV, Kazu disse que no futebol tudo “depende das pessoas”. Até quando vai jogar? “Até quando tiver um clube que interessa, que fizer uma oferta”, comentou. Sobre a possibilidade de fazer um jogo de despedida no Brasil, Kazu admitiu que gostaria de fazer, deixando claro que caberia a dirigentes dos clubes por passou a iniciativa de propor tal jogo.

Palmiro Guirro, ex-presidente do XV, disse que já pensou no assunto e que pode levar adiante a ideia. Ele disse que seria um momento histórico realizar um jogo entre XV e Santos, por exemplo, dois clubes nos quais Kazu fez história.