SOM DO MUNDO

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Som do Mundo – Discos de 1991

O começo da década de 90 nos trouxe muitas bandas boas, de todo canto do mundo. Artigo de hoje ouve uns malucos e muita coisa boa sobre o som dessa época.

Há trinta anos discos emblemáticos de várias vertentes do rock e do pop mundial foram lançados. Dentre eles:

R.E.M. – Out of Time / Sepultura – Arise / Temple of the Dog – Temple of the Dog / The Smashing Pumpkins – Gish / Metallica – Black Album / Pearl Jam – Ten / Guns N’ Roses – Use Your Illusion I & Use Your Illusion II / Ozzy Osbourne – No More Tears / Soundgarden – Badmotorfinger / Nirvana – Nevermind / Red Hot Chili Peppers – Blood Sugar Sex Magik / Motorhead – 1916 / Screamadelica – Primal Scream / Blur – Leisure / Michael Jackson – Dangerous / Achtun Baby – U2 / Lovelesse – My Bloody Valentine / Dinosaur Jr. – Green Mind

O nosso colunista Moraes colheu depoimento de 10 pessoas ligadas a música na nossa cidade e na região para este post do Som do Mundo.

A galera falou de suas preferências dos discos citados acima, de outros discos de 1.991 e da cena musical de trinta anos atrás.

Que anoooooooooo!

Acompanhe:

Alexandre Ometto

(Vocalista e Compositor Mandrake)

 Rapaz, que doideira esse ano de 1991.

Lembro dos tempos de ouro da MTV Brasil, com sinal aberto aqui pra Jaú. Além disso, foi nesse exato ano, que montei minha primeira banda.

O Metallica, com o Black Album, se colocava definitivamente no mainstream da música pop, pra nunca mais sair de lá (o que desapontou fãs antigos, mas abriu portas permanentes para o segmento), o Guns and Roses chegava com o duplo-duplo “Use Your Illusions” (talvez a obra mais esperada do ano), e o incrível Nirvana, colocando Seattle na cabeceira do mundo com “Nevermind”.

Esses três discos com certeza foram os mais emblemáticos pra mim. Confesso que com 15 anos, curtia demais também o “F.U.C.K.” do Van Halen, já com Sammy Hagar e o “Slave to The Grind” do Skid Row. Tem muita coisa boa que foi lançada no período, que eu só fui curtir anos depois. O “Blood Sugar Sex Magik” do Red Hot, por exemplo. O Pearl Jam lançava “Ten” e na época eu nem dei muita bola. Hoje é uma das minhas bandas favoritas

Jeremy – Pearl Jam

https://www.youtube.com/watch?v=MS91knuzoOA

Careca  Vanucci

(Vocalista de bandas como Ramones Cover, Doors Cover, Black Jack Guilhotina, Rock Apache, Motor Fumando e Maquinaria)

Sepultura – Arise– Nesse disco começa a mostrar o poder de fazer um estilo extremo e conquistar até os caras que faziam cara feia pro trash, sepultura   deu ao mundo que misturas de estilos podem sim dar muito certo e unir muitas tribos, disco fodão.

Temple of the Dog –  A união de 2 bandas importantíssimas da cena que ia mudar o mundo da música mais uma vez, e quem sabe foi a última vez que isso aconteceu. Não tinha como não ser  demais, eu ainda amo demais ouvir esse disco e me emociono em fazê-lo, Chris Cornell  mostra o poder vocal que ele tinha tanto em técnica como na alma.

Metallica – Black álbum – Um disco de rock que alcance um número de mais de 31 milhões vendas desde seu lançamento tem muita importância  na vida de quem curte um som pesado e bem feito. A turnê desse álbum foi meu primeiro show gringo na vida em 93, foi muito marcante na minha vida e ainda mexe demais com a minha cabeça quando eu o escuto.

Pearl Jam – Ten – O Pearl Jam ainda lança ótimos discos mas o primogênito deles ainda aInda e sua obra prima, esse é o disco que faz rockeiro, do cara do sertanejo, das meninas do pop gostar sem pestanejar.

Ozzy Osbourne- No More Tears – Esse disco mora no meu coração e vai morar até os fins dos meus dias. Eesse é a Monalisa do Ozzy, tudo é perfeito nesse disco, mas ele só é tudo isso por causa de um cara chamado Bob Disley. Depois que os discos do Ozzy perderam esse cara, nunca mais ele acertou na veia.

No More Tears – Ozzy Ousbourne

https://www.youtube.com/watch?v=CprfjfN5PRs

Red Hot Chilli Peppers – Blood Sugar Sex Magic – Se você quer aprender a gostar de funk, rap e rock, você tem que ouvir esse disco  atemporal. A musicalidade desse disco mostra o poder dessa banda pra um estilo que não é qualquer um que tem as manhas de fazer, ouço muito ainda.

Guns N’ Roses – use your illusion 1 e 2  – A banda que fez o rock dos anos 70 estar  de volta repetiu sua façanha de ser foda em 2 lançamentos simultâneos, foi uma loucura isso na época.

Soundgarden – Badmotorfinger –  Se tem um disco que mostra a grande banda que  o Soundgarden foi, é, e sempre será esse disco. Destaque para a inigualável Jesus Crist Pose.

Nirvana – Nevermind  – O disco que, sem pretensão alguma do que ele se tornou para milhares e ainda continua tornando-se o ponto de referência que o rock é o estilo mais foda da história da música, hits atrás de hits, esse disco mostrou como dá pra fazer rock and roll simples e com poder.

Titãs- Tudo o mesmo tempo agora – Último dia com Arnaldo Antunes, disco doidaço, Titãs surpreendia a cada disco, muito bom.

Tom Petty and the Heartbreakers – “Into The Great Wide Open –  Se você quer ter um disco de rock and roll pra sua  vida, é esse.

Claudio Mattioli

(Vocalista, baixista e compositor Rotor)

Escutei Guns pela primeira vez no Morumbi, antes de um show do Bon Jovi.

O DJ tocou Knock on the heavens door e contagiou a galera. Me apaixonei ainda mais pela banda quando veio o album duplo Use your illusion. Os hits You could be mine, November Rain, Civil War e Don’t cry me fizeram ficar ainda mais fã da banda como o resto do mundo.

Tive a sorte de assistir um show de 3 horas da tour deste álbum sensacional com a formação completa, foi debaixo de chuva mas memorável!

Yould Could By Mine – Gun ´s Roses

https://www.youtube.com/watch?v=6j0HfZCP-og

O álbum Ten pra mim é um dos álbuns mais legais da história do Rock!

Eddie Vedder e cia, junto com a cena grunge chegaram ao mundo do Rock num momento dominado pelo virtuosismo do hard rock, mostrando sua energia contagiante, simples e crua. Esse album virou trilha sonora de muitas aventuras minhas na década de 90.  Minhas favoritas Eveb Flow, Jeremy, Black e Alive! Fui em 3 shows da banda e pretendo voltar.

Eli Muzamba

(Vocalista do Jet Set e Compositor)

1991 Um ano do caralho para a música.

Me concentrando no ano de 1991. O que posso dizer é que fui atingido como uma bomba atômica pelo Undergroud. Se antes tínhamos que ouvir o que as rádios ditavam, o aparecimento da MTV e o VJ Fábio Massari foi um divisor de águas em minha vida, e o programa Lado B era simplesmente meu céu.

Eu era capaz de ir embora mais cedo para casa aos domingos para ir assistir na pacata Muzambinho, provavelmente eu era o único adolescente da cidade que viu a música Siva do Smashing Pumpkins ser lançada no Lado B.

Siva – Smashing Pumpkins

https://www.youtube.com/watch?v=F3wAtWywrP4

E tantas foram as bandas que saíram de lá diretamente para o mainstream que parece que as gravadoras perderam o controle do que estava acontecendo. E o poder da associação de música e imagem simplesmente explodiu nesse ano.

As bandas consagradas, de “sucesso em massa” eu nem vou citar, porque eu mesmo não as engolia. E assim, minha lista de 1991 é, por ordem:

1 Nirvana – Nevermind o que era aquele vocal e aquela potência de voz. Inesquecível escutar esse disco pela primeira vez

2 Pearl Jam – Ten eu imediatamente peguei as camisas xadrez de meu pai após ver o clipe de Alive, e nunca mais as devolvi.

3 Red Hot Chili Peppers – Blood Sugar Sex Magik –  o clipe de Give it Away é um dos melhores da história da música, e o baixo nunca mais foi o mesmo depois de Flea

4 Lovelesse – My Bloody Valentine “Languidez e peso”, assim Fábio Massari definiu muito bem o som fantástico de Only Shallow

5 R.E.M. – Out of Time, o clipe de Losing My Religion me arrepiou a ponto de ir as lágrimas

6 – The Smashing Pumpkins – Gish –  o clipe de Siva foi uma porrada inesquecível.

7 – Temple of the Dog – Temple of the Dog

8 – Blur – Leisure

Euler Silva

(Baterista Calibrados, High Voltage, Tritons)

É com grande prazer que falo sobre os lançamentos do mundo do Rock no ano de 1991. Que avalanche de pérolas, lançamentos que mudaram o mundo da música, que se tornaram obras-primas que influenciaram a vida de muita gente, inclusive a minha, para sempre.

São álbuns que mais parecem coletâneas, tamanha era a quantidade de “hits” que continham. É muito difícil, pro Euler rocker não-eclético aqui, escolher um álbum preferido lançado neste ano.

Amo o “No More Tears” do Ozzy, gosto demais do “Ten” do Pearl Jam, frito o “preto” do Metallica até hoje, todos que escuto inteirinhos, sem contar a maravilha artística que são os “Use Your Ilusions I e II” da turma do Axl & Slash!

Mas tem um que entrou na minha mente e me fez me apaixonar pelos universos da delinquência, do rock cru e da atitude despojada, que mexeu com os meus sentimentos mais viscerais: O “Nevermind” do Nirvana.

Meu, tá tudo ali! Tudo o que um adolescente dos anos 90 queria ouvir, gritar, tocar e mostrar! Uma pedrada atrás da outra em letras, melodias, timbres, harmonias. É um misto de simples com complexo com raivoso, com melancólico, com traumático e impactante. Produção analógica primorosa do Butch Vig aliada a um trio genuíno de rock and roll. A junção de visão com inocência. Um amor de disco❤️

In Bloom – Nirvana

https://www.youtube.com/watch?v=PbgKEjNBHqM

Ivan Sader

(Vocalista Tren e Apresentador Programa Rock DiVersão Kiss FM)

Meu disco preferido de 1991, e não só desse ano mas de todos os Tempos, é o Ten do Pearl Jam.

Além de ser fã da banda pela postura artística e energia no palco, esse disco foi um divisor de águas nas minha formação musical.  Quando ouvi o Ten pela primeira vez eu decidi que queria viver do rock n roll.

Mas o mais fascinante nesse disco foi que a banda estava começando e sem vocalista e baterista e enviaram uma fita cassete demo  pro Jack Irons, 1º baterista do RHCP, pra ver se ele indicava um vocal e se ele queria ser o baterista.

Ele negou entrar na banda mas deu a fita pra um amigo chamado Eddie Vedder que escreveu as primeiras letras do disco em cima dessa fita demo que tinha Alive, Once e Footssteps. O resto é história.  Um dos discos mais influentes de todos os tempos com os maiores Hits do Pearl Jam.

Alive – Pearl Jam

https://www.youtube.com/watch?v=qM0zINtulhM

Mas 1991 é um ano abençoado pro Rock com Nevermind (Nirvana), Black Álbum (Metallica), Use your illusion (Guns), Blood Sugar sex magic (RHCP), Pocket full of  Kriptomite (Spin Doctors), Night Calls (Joe Cocker),V (Legião Urbana) … só clássico.

Junior Calango

(Vocalista e Contrabaixista Vovotinha e Supra Acústico)

 Acho que 1991 foi o ano mais importante em se tratando de lançamentos de obras musicais. 2 dessas obras que você citou acima eu ainda tenho em vinil ARISE (sepultura) e NEVERMIND (Nirvana) que foi o vinil que eu mais ouvi na vida, e coincidentemente é o disco de rock mais foda já feito.

Faço menção honrosa a USE YOUR ILLUSION 1 e 2, que ouvi muito em fita cassete, e é claro aquele que detém a linha de baixo mais importante já criada na minha opinião, tô falando da música Give It Away, lançada no disco BLOOD SUGAR SEX MAGIC (Red Hot Chili Peppers).

Give it Away – Red Hot

https://www.youtube.com/watch?v=Mr_uHJPUlO8

Marcelo Arradi

(Publicitário Agência Only)

Cara seria um erro falar de disco, pois na época eu era muito novo e não comprava nada além de Comandos em Ação na Casa Arradi. rs

Lembro de assistir muita TV, e 1991 foi o ano que começaram alguns programas bem legais na MTV. Hoje parece estranho, mas Jaú na época era privilegiada por pegar esse canal. Meus primos vinham de Campinas passar as férias e faziam questão de assistir com a gente. Foi quando conheci os programas Lado B e Fúria.

Acho importante lembrar da MTV e desses programas, pois foi a porta de entrada para muitos conhecerem esses discos e bandas. Fala ai, quem não queria quebrar tudo vendo a molecada tocando terror no colégio com Smells Like Teen Spirit?

Smells Like Teen Spirit – Nirvana

https://www.youtube.com/watch?v=hTWKbfoikeg

Nevermind certamente foi o mais emblemático de todos, pela revolução na música, moda e comportamento. Afinal todo mundo queria colocar uma camisa xadrez de flanela e ser grunge.

Esse disco foi “foda” pela baixa expectativa que todos tinham, acredita que a tiragem inicial era de 40 mil hoje chegando a 30 milhões de discos vendidos. Ninguém contava com a explosão que teve, nem a própria banda, tanto que o Kurt pirou com o sucesso.

Certamente essa lista abaixo não é dos melhores discos de 1991, mas os que mais influenciaram meu gosto musical.

Nirvana – Nevermind

Pixies – Trompe Le Monde

Teenage Fanclub – Bandwagonesque

Mudhoney – Every Good Boy Deserves Fudge

Blur – Leisure

Hole – “Pretty On The Inside”

The Smashing Pumpkins – Gish

Marcos Atalla

(Músico e compositor Kito, Produtor Clipe, Video e Animação)

Difícil escolher um disco de 1991, eu nasci nesse ano e só fui ter a minha opinião formada sobre eles uns 15 anos depois de serem lançados:

“Nevermind” foi o primeiro disco que comprei.

“Badmotorfinger” é, talvez, o que eu mais escuto hoje.

Rusty Cage – Badmotorfinger

https://www.youtube.com/watch?v=pBZs_Py-1_0

Ainda sim, acho que devo falar sobre “Blood Sugar Sex Magic”. Uma mistura perfeita de Rock e Funk. Pesado, dançante e até, sonoramente, revolucionário. Foi nesse disco que os Peppers encontraram a sonoridade que os tornaram uma das bandas mais “cativantes” de hoje.

Em qualquer nicho, há fãs de RHCP. E não há ninguém nesse patamar que tenha essa sonoridade peculiar que eles criaram nesse álbum.  Blood Sugar Sex Magic, para mim, é praticamente o início de um novo gênero musical. Talvez seria, se houvessem outras o fazendo tão bem como fizeram os Peppers.

Suck My Kiss

https://www.youtube.com/watch?v=C6jElKMMOWM

Orselli

(Jornalista, Radialista, Advogado e baixista da banda Nuas)

Antes de qualquer coisa, melhor me situar no tempo. O ano era 1991, eu, 19 anos de idade, office boy na Santa Casa, estudante do Colégio Objetivo, frequentador do bar da Maú e João Guerino, e fanático por música, digo, rock.

Ano difícil. Pra se ter uma idéia, um long play custava em torno de 15% do salário mínimo, algo como uns R$ 200,00 reais atualmente. Então imagine a dificuldade pra pagar escola, pagar a conta do fiado no Bar do Norival Turini (época de inflação girando nos 80% ao mês), ajudar em casa, e ainda sobrar grana pra disco. Deste modo, escolher um destes discos de 1991 não era tarefa fácil.

Sem dizer que não existia Spotify, Deezer, MP3, internet, celular. No máximo a revista Bizz, Rock Brigade e um ou outro programa de rock na TV como o Som Pop da TV Cultura.

Aliás, a MTV só iria entrar em operação em Jaú em 1.992 ou 1.993, pelo que me lembro. Então, comprar um disco era um garimpo, com a obrigação de encontrar ouro em cada baciada.

Dito isto, vamos lá (finalmente, rsrs). O Blood Sugar Sex Magic só foi adquirido porque peguei férias do trabalho, pra poder comprar o disco, que custava uma fortuna, pois era duplo. O tenho até hoje. Valeu cada centavo. Já conhecia o Mother’s Milk de uma fitinha k7 emprestada por um amigo, mas esse disco, meu! Até hoje a banda nunca mais conseguiu se superar.

Power of Quality

https://www.youtube.com/watch?v=H3tdhMazGC8

Mas o que estragou minha vida em todos os sentidos foi o Nevermind. As blusas de flanela convivem comigo até hoje por causa do Nirvana. O caso curioso foi ter que implorar pro dono da loja de discos trazer o play da banda, pois na época era lambada e sertanejo que imperavam no Brasil. Ele trouxe apenas dois. Eu comprei um e o Rafael Nardini o outro.

Quando a banda estourou no Brasil, lá pelo final do ano, ninguém, digo, ninguém em Jaú conseguia comprar o disco porque não dava tempo dele chegar na cidade. As capitais brasileiras consumiam tudo. Quem eram os dois únicos jecas que tinham do disco da banda?

Isso foi 91 pra mim…..

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