BLOG DO MORAES

Vocês conhecem esses jauenses?

Blog traz uma matéria sobre jauenses com relevância nacional mas que muita gente não sabe que são daqui.

Toda cidade do interior do estado tem alguma peculiaridade, um famoso, um esportista, ou alguém que se destacou notadamente por alguma profissão, criação, ato e por ai vai.

Jaú não é diferente.

Por aqui temos jogadores jauenses que se destacaram nacionalmente como Jonas Eduardo Américo, o Edu.  Edu foi para três copas e é considerado um dos maiores ponta esquerdas de todos os tempos.

José Eduardo Américo, o Edu do Santos.

O xará dele Edu Schmidt jogou no São Paulo e em times da Espanha. Leandro Castàn e Walter foram destaques no Corinthians e ainda estão atuando. Walter no Cuiabá e Castàn ainda sem clube.

Marolla

Marolla foi um dos grandes goleiros dos anos 80.

Jogou no XV, seleção brasileira, Santos, Atlético PR e mora e trabalha aqui.

É de conhecimento de todos que eles são daqui, tem suas famílias estabelecidas e a cidade como convívio.

Luciana Vendramini
Karina Marthin

A atriz Luciana Vendramini é conhecida nacionalmente e ainda tem laços familiares fortíssimos na cidade. Vem direto para cá! Bem como Karina Marthin.

As duas participaram de várias novelas, programas e series da televisão brasileira.

Temos algumas ações como a invenção da urna eleitoral de seu Abilio Cezarino, cidadão jauense. Nos anos 40, Francisco Canhos inventou o chuveiro elétrico completamente automático.

Sebastião Camargo

João Ribeiro de Barros é o nosso maior herói e tem reconhecimento nacional. Joao Ribeiro nasceu e morreu em Jaú.

Sebastião Camargo é um empresário jauense  conhecido nacionalmente. Até sua morte, frequentava a fazenda Morro Vermelho.

O maestro, escritor, dramaturgo e cineasta Kleber Mazziero tem suas raízes todas embasadas na cidade de Jaú.

Saul Galvão foi um jornalista jauense reconhecido nacionalmente. Todas as férias,  passava com sua família em Jaú. Saulzinho escreveu por mais de 30 anos no Estado de São Paulo e Jornal da Tarde.

Mauricio Jahu não precisa nem explicar. Está no nome. Fez carreira como jogador de vôlei nos anos 80, foi modelo e até ator,  mas teve destaque nacional como apresentador de programa de esportes da ESPN.

Poderíamos até contabilizar alguns  deputados que representaram a cidade e tiveram repercussão na área.

Mas esses acima citado no texto introdutório são nascidos em Jaú e continuam sendo jauenses na acepção da palavra.  

Mas a matéria do blog quer falar de outros jauenses….

E ESSES AQUI, VOCÊS SABIAM QUE ELES SÃO JAUENSES?

Mas existem algumas figuras com relevância nacional que nasceram aqui, mas saíram cedo ou só “passaram” pela cidade. Ou ate saíram na adolescência e cortaram o vínculo com a cidade.

Escritores, poetas, atores, esportistas, jornalistas, músicos, cientistas, historiadores  que são jauenses e muitos de nós não sabemos. Alguns nem conhecemos. E tiveram certo destaque no cenário nacional.

O Blog tentou fazer um levantamento dessas pessoas e claro que se alguma figura emblemática passou, nos avisem.

Vamos lá:

ALIPIO DUTRA (Jaú 1892 - São Paulo 1964)

Alipio Dutra

Alipio Dutra foi um pintor que iniciou suas atividades de pintura com o pai, Joaquim Miguel Dutra, por volta de 1908. É irmão dos artistas João, Antônio de Pádua e Archimedes Dutra e bisneto de Miguelzinho Dutra.

Participa do Salão Nacional de Belas Artes em 1916, 1917 e 1918. Em 1918, viaja a Bruxelas, Bélgica, como funcionário do Comissariado Geral do governo de São Paulo e cursa a Real Academia de Belas Artes.

Em 1921, vai a Paris trabalhar na embaixada do Brasil e estudar na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, até 1923.

Expõe em 1923 e 1924 no Salão dos Artistas Franceses. Em 1934, volta ao Brasil e, em 1937, recebe do governo francês a Cruz de Cavaleiro da Legião de Honra.

Torna-se presidente do Salão Paulista de Belas Artes em 1940 e é membro do Conselho de Orientação Artística de São Paulo de 1942 a 1946.

Curva do Rio Piracicaba, 1918

Alípio Dutra
Óleo sobre tela, c.i.e.
38,00 cm x 29,00 cm

Fonte: itaucultural.org.br

 ANGELO SORMANI (Jaú – 1939)

Chamado de Pelé Branco, Sormani começou no XV e jovem foi para o Santos. No alvinegro do litoral conquistou o Rio São Paulo de 1958 e o campeonato Paulista de 58 e 60.

Mas na Itália que se consagrou jogando no Mantova, Roma, Napoli, Fiorentina, Vicenza e Milan. Em Milão conquistou a Liga dos Campeões e o Mundial de 1969, o italiano de 67-68. No Roma, ganhou a Copa da Itália de 1963-1964.

“O melhor momento de Sormani no futebol italiano e em toda a sua carreira, aconteceu na final da Copa Europeia de clubes campeões de 69. Naquele jogo decisivo e único em Bruxelas, o Milan, o time de Sormani, goleou o Ajax, da Holanda, por 4 a 1, com dois gols do ex-jogador santista. O grande Cruijff era reserva no time do Ajax e entrou na segunda etapa, quando o jogo já estava decidido. “Ele era um menininho loirinho, muito magro e que entrou assustadíssimo nos minutos finais”, disse Sormani a Milton Neves na concentração da Roma, em 1989, na Cidade Eterna.” (Trecho retirado do site Terceiro Tempo)

ARNALDO SENISE (Jaú 1945 – São Paulo 2.007)

Arnaldo Senise

Arnaldo Senise foi um musicólogo formado no Conservatório de Música de Jaú. Pedagogo e pesquisador musical, em 1989 tornou-se membro da Academia Brasileira de Música.

Em sua atividade como pedagogo, Arnaldo Senise especializou-se nas áreas de Estética Musical, Análise Musical, História da Música e, nomeadamente, Música Erudita Brasileira.

Foi colaborador permanente do Suplemento “Cultura” de O Estado de S. Paulo, tendo grande parte de seus ensaios publicados por este jornal. Além de trabalhos inéditos feitos na área de Estética Musical e sobre a música de compositores como Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Frédéric Chopin (1810-1849) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), especializou-se no estudo e divulgação das obras dos compositores Alexandre Levy (1864 -1892) e Luís Henrique Levy (1861-1935) e na produção artística da pianista Guiomar Novaes (1895-1979).

Foi Sócio Benemérito da Sociedade Brasileira de Musicologia, entidade na qual ocupou o cargo de diretor de 1982 a 1985, e do Conselheiro da Comissão Municipal de Cultura de São Paulo. A 23 de agosto de 1989 tomou posse da cadeira número 8, cujo patrono é Dom Pedro I, da Academia Brasileira de Música, sendo eleito por unanimidade dos votantes da Academia.

Fonte: Wikipedia

BENEDITO MONTENEGRO (Jaú 1.888 – São Paulo 1979)

Benedito Montenegro nasceu em Jaú. Graduou-se em medicina pela Universidade da Pensilvânia (EUA), em 1909, tendo revalidado seu diploma no Rio de Janeiro.

Iniciou suas atividades profissionais na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, em decorrência de sua dedicação, recebeu anos mais tarde título de “cirurgião honorário”. Em 1917 chefiou a missão médico-militar brasileira enviada à França, na I Guerra Mundial. Cirurgião brilhante, atendendo as vítimas mais graves, foi distinguido com a “Medalha do Pacificador Duque de Caxias” pelo Exército Brasileiro e, elevado pelo governo francês à condição de “Cavaleiro da Legião de Honra da França”.

Em sua passagem pela política foi um dos fundadores do Partido Constitucionalista; deputado, e como vice-presidente em exercício da Assembleia Estadual Constituinte, assinou a Constituição de São Paulo, aos 9 de julho de 1935.

Tornou-se, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), professor de clínica cirúrgica (1931-1956, catedrático já em 1934) e diretor (1941- 1947), além de ter sido durante três meses, em 1947, reitor da USP.

Benedicto Montenegro foi também professor de cirurgia bucomaxilofacial da Faculdade de Farmácia e Odontologia e, por determinação de Armando de Salles Oliveira, tornou-se diretor (1934-1937) dessa escola, mais tarde integrada à USP.

Pelo 1 Titular e emérito da cadeira no 21 da Academia de Medicina de São Paulo. Enquanto diretor da Faculdade de Medicina teve marcante atuação administrativa, participando da conclusão das obras da primeira etapa de ampliação do Hospital das Clínicas (HC). De 1941 a 1956 presidiu o Conselho Administrativo do HC, época em que deu início às construções do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, de Psiquiatria e da Escola de Enfermagem, anexos ao Instituto Central.

Integrou o primeiro Conselho Universitário da USP e foi seu representante junto aos governos da República e do Estado, onde pleiteou e conseguiu para a USP sua autonomia administrativa e didática.

Dirigiu ainda várias entidades de classe o que lhe valeu dezenas de títulos honoríficos.

Confira a biografia do médico Benedito Montenegro

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BENTO PRADO JUNIOR  (Jaú 1937 – São Carlos – 2007)

Bento Prado Junior

Bento Prado Junior  foi filósofo, escritor, professor, crítico literário, tradutor e poeta brasileiro. Lecionou na USP, posteriormente na PUC e na Universidade Federal de São Carlos.

Prado foi um dos principais personagens da construção do estudo de filosofia no país.

Acompanhe essa matéria sobre Bento Prado quando da sua morte:

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CHIQUINHO BRANDÃO (Jaú 1952 – Rio de Janeiro 1991)

Chiquinho Brandão

Chiquinho nasceu também em Jaú e mudou para o Rio de Janeiro na adolescência.

Foi o Professor Parapopó no Bambalalão e trabalhou em produções da Globo como Top Model, Bebe a Bordo, Riacho Doce, Sorriso do Lagarto.

Morreu precocemente em um acidente em 1.991 com 39 anos.

A carreira inteira dele e as raízes com Jaú foram repassadas aqui nesse post no antigo blog:

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DAVID NASSER (Jaú 1917 – Rio de Janeiro 1980)

David Nasser

Terceiro dentre sete irmãos, David Nasser nasceu aqui em  Jaú, em 1º de janeiro de 1917, filho de imigrantes libaneses. Viveu a infância no Rio de Janeiro.

Aos 17 anos, fez estágio como contínuo em O Jornal, onde conheceu o magnata da imprensa Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados. A permanência em O Jornal, contudo, foi breve. Após desentendimento com Urbano Ganot, diretor do diário, foi demitido.

Em 1936, Nasser foi contratado por Roberto Marinho, diretor de O Globo, onde atuou por quase nove anos. Data desse período o início de sua carreira como letrista, época em que passou a frequentar o Café Nice, ponto de encontro de compositores e intérpretes, que ficava próximo à redação de O Globo.

Seu primeiro sucesso foi “Nega do cabelo duro”, de 1940, em parceira com o lutador de boxe Rubens Soares. No ano seguinte, compôs “Canta, Brasil” em parceria com Alcyr Pires Vermelho, inspirada em “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, sucesso absoluto no carnaval de 1939. Herivelto Martins foi outro dos muitos parceiros musicais, com quem escreveu inúmeras canções, como “Camisola do dia”, “Pensando em ti”, “Ave-Maria no Morro” e “Atiraste uma pedra”.

Em 1943, Nasser foi para a revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, em meio a uma importante reforma gráfica e editorial que fez do semanário uma revista de fotorreportagem. Jean Manzon, experiente fotógrafo francês, foi o expoente dessa modernização. Veio para o Brasil em 1940 quando, na Europa, a França sofria a invasão alemã. Aqui, trabalhou no Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão de controle e censura à imprensa do Estado Novo (1937-1945).

Freddy Chateaubriand convidou Nasser para fazer parte da equipe do semanário. Prometeu-lhe que suas matérias seriam assinadas, o que não ocorria em O Globo, de onde saiu definitivamente em 1944.

David Nasser e Jean Manzon se tornaram a primeira grande dupla de repórter e fotógrafo do jornalismo brasileiro. Manzon trouxe para O Cruzeiro a sua experiência na revista francesa Match, na qual eram publicadas diversas reportagens fotográficas repletas de imagens raras e exclusivas, obtidas com espertezas, como ofertas de retratos a funcionários do segundo escalão, formando assim uma rede de informantes, ou ainda forjando situações.

Nasser foi homenageado em 1954 por Assis Chateaubriand, seu admirador, por quem era chamado de “beduíno de uma figa” ou “turco louco”, com uma matéria de oito páginas em O Cruzeiro, sob o título “David, o repórter”. Dali em diante, ele apareceria no expediente da revista como “repórter principal”.

Em 1959, Nasser tornou-se também um dos diretores de O Cruzeiro e passou a assinar o primeiro artigo da revista. Na TV Tupi, suas crônicas foram lidas no programa “Diário de um repórter”, entre 1962 e 1970. Não aparecia ao vivo – era fanho, tinha a dicção atrapalhada. Seus textos eram lidos por Alberto Curi, e “assinados” por uma imagem em que aparecia datilografando.

Acompanhe a vida completa de Davi Nasser como jornalista:

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Acompanhe a vida completa de Davi Nasser como compositor:

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DENIS (Jaú – 1987)

Denis é goleiro em atividade ainda. Foi reserva do goleiro Rogerio Ceni no São Paulo de 2.011 a 2015. Em 2.016 assumiu a titularidade do São Paulo com a aposentadoria do Rogério Ceni mas a sombra do ídolo do Tricolor atrapalhou o jauense.

Em 2.018 foi para o Figueirense e atualmente está no Gil Vicente.

HILDA HIST (Jaú 1930 – Campinas 2.004)

Hilda Hilst é considerada pela critica especializada umas das maiores escritoras da língua portuguesa do século XX. Em 1.932, com a Revolução Constitucionalista e a separação dos pais, a escritora se mudou para Santos.

Acumulou prêmios e prêmios no decorrer da sua carreira, seus textos foram traduzidos por vários países. Faleceu com 73 anos em Campinas.

Seu amigo Mora Fuentes liderou a criação do Instituto Hilda Hist:

“Fundado em 2005 pelo escritor José Luís Mora Fuentes, o Instituto Hilda Hilst tem como propósito disseminar a obra e a memória de Hilda Hilst e manter vivo o espírito da Casa do Sol como porto seguro para a produção intelectual e cultural inovadora e democrática.

Hilda Hilst (1930-2004) foi uma ficcionista, cronista, dramaturga e poeta brasileira, considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século 20.

A Casa do Sol foi fundada em 1965 por Hilda Hilst e desde então tem sido o eixo de produções intelectuais e artísticas de Hilda Hilst e de tantos outros artistas e intelectuais que ali viveram ou simplesmente passaram para ali para criarem suas obras”

Acompanhe o Instituto Hilda Hilst e toda história da escritora nascida em Jaú:

http://www.hildahilst.com.br/

JOÃO CANDIDO GALVÃO (Jaú 1937 – São Paulo 1995)

Ator, diretor e produtor em teatro, cinema e televisão, jornalista cultural, curador, crítico de arte e dança. Forma-se em direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie e em cinema na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), na qual conclui mestrado em comunicação, nos anos 1960.

Durante o período de 1957 a 1974, atua como diretor, ator, produtor, cenógrafo e figurinista em 21 peças. No jornalismo cultural, trabalha, a partir de 1974, na Folha de S.Paulo e, em seguida, transfere-se para O Estado de S. Paulo.

Em 1982, faz parte da redação da revista Veja, onde se torna editor assistente e permanece até 1988 redigindo críticas de exposições de artes plásticas e de espetáculos de teatro e dança. Colabora, também, com a extinta revista Dançar e em revistas de arte como o Guia das Artes (São Paulo).

Em 1989, assume a curadoria de Eventos Especiais da 20ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Em 1991, é curador geral da 21ª Bienal, quando enfatiza a presença de eventos das artes do corpo.

Produz a vinda da dupla de dançarinos norte-americanos Doulgas Dunn e Vanda Setterfield, o grupo teatral Fura Del Baus (Espanha) e a companhia do diretor Andrei Serban (Romênia).

Volta à Bienal em 1994, como curador da vinda do encenador norte-americano Bob Wilson, com When We Dead Awaken, de Ibsen. Entre 1992 e 1995, assume a coordenação geral da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo.

fonte: itaucultural.org.br

MARIA DEZONNE PACHECO FERNANDES (Jaú 1910 – São Paulo 1.998)

A escritora é autora do romance Sinhá Moça. O historiador Vicente Bié escreveu em sua rede social esse texto sobre a escritora

JAHU E A AVANT PREMIÈRE DE “SINHÁ MOÇA”

“Sinhá Moça” é o título de um romance brasileiro escrito em 1949, tendo sua primeira edição publicada em 1950.

A autora desta obra, Maria Camila Dezonne Pacheco de Oliveira Fernandes, nasceu no Jahu em 18 de dezembro de 1910. Dona Mariazinha foi fazendeira, poeta, romancista e jornalista. Com três anos de idade, sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde estudou até completar o curso colegial no Colégio Silvio Leite. Aos 19 mudou-se para São Paulo. Depois de Casada, além de São Paulo, residiu nas cidades do Recife, de Porto Alegre e, a partir de 1969, em Campinas, vindo a falecer na Capital paulista em março de 1998.

Dona Mariazinha contou que, uma vez, um de seus professores do Colegial a elogiou por escrever muito bem, mas a advertiu que não seguisse a carreira de escritora porque no Brasil só se dava valor para Letras de Câmbio. Todavia, ela não levou em conta este conselho, vindo posteriormente a escrever quatro romances e inúmeras crônicas em jornais de São Paulo, Santos, Porto Alegre e Campinas.

Segundo Dona Mariazinha, “Sinhá Moça” foi o primeiro romance brasileiro que tratou da escravidão e da abolição no país.

Com a estreia, em 1940, do filme “Gone with the Wind” (“E o Vento Levou”, em Português) nas milhares de salas de cinema dos E.U.A., vencedor de oito prêmios no Oscar do mesmo ano, o fundador e diretor-presidente da empresa paulista, Companhia Cinematográfica Vera Cruz, o italiano Franco Zampari, fiou-se na ideia de filmar uma história sobre a escravatura no Brasil à moda de Hollywood, indo à procura de uma obra literária à altura. Logo encontrou Sinhá Moça. Por conseguinte, um time de respeito foi formado, a começar pelos roteiristas e co-roteiristas, a saber: Guilherme de Almeida, Oswaldo Sampaio, Tom Payne, além da autora do livro, a nossa querida jahuense Maria Dezonne Pacheco Fernandes.

A direção da película coube ao argentino, Tom Payne, que aos 16 anos passou a viver na Inglaterra, onde estudou cinema. Foi trazido ao Brasil pelo cineasta carioca Alberto de Almeida Cavalcanti. Para cameraman e a direção de fotografia foram respectivamente escolhidos os britânicos Jack Lowin e Ray Sturgess, este último integrante da fita “Hamlet”, estrelada por Lawrence Olivier, a primeira britânica a ganhar o Oscar. A Produção ficou a cargo de Edgar Baptista Pereira, a cenografia ficou por incumbência de João Maria dos Santos e a trilha sonora por conta do músico, regente e compositor ítalo paulistano Francisco Mignone.

MARIA TERESA WEISS (Jaú 1926 – São Paulo 2.008)

Foi uma jornalista e escritora de culinária brasileira sendo considerada uma das primeiras brasileira a escrever sobre assunto.

“Maria Thereza Weiss passou parte de sua infância na fazenda que a família tinha em Jaú, interior de São Paulo. Ali, ficava horas vendo a avó materna cozinhar, captando o gosto e os primeiros segredos da arte com a qual se tornaria mestra e rainha. Em 1952, veio para o Rio, onde começou dando cursos de culinária em vários clubes e associações.

No início de 1970, em Botafogo, abriu um restaurante que recebeu seu nome. E fez não apenas muitos pratos da culinária brasileira como também os de sua própria autoria, cujas receitas foram publicadas em seus livros.

 

O restaurante, frequentado por nomes famosos da época, conforme seu livro de visitantes, funcionou até o fim da década de 90, quando Maria Thereza encerrou sua atividade de “forno e fogão” para se dedicar aos livros e ao jornalismo.

Sob a rubrica “Cozinha Deliciosa de Maria Thereza Weiss”, ela virou uma verdadeira grife de doces, salgados e sorvetes, e transformou seu restaurante na melhor referência gastronômica da cidade.

Seus quitutes, no tradicional restaurante de Botafogo – onde hoje funciona um restaurante a quilo – foram provados e aprovados por Vinicius de Moraes, Chico Anysio, Martinho da Vila, Tom Jobim, Jorge Amado, Carybé, Elton John e Jacqueline Bisset. Suas receitas, publicadas por mais de 40 anos em sua coluna no jornal O GLOBO, quando se consagrou como a primeira brasileira a escrever sobre culinária, foram feitas e refeitas nos lares cariocas. Organizou banquetes que fizeram história na noite do Rio.

E deixou em todos que provaram seus pratos um gostinho de quero mais. Maria Francisca Thereza de Almeida Prado Weiss – ou, simplesmente, Maria Thereza Weiss – descendente de tradicional família paulista dos 400, nasceu em São Paulo em 13 de junho de 1926 e morreu no Rio, em seu apartamento em Ipanema, vítima de um câncer intestinal.”

Fonte: extra.globo

MIRIAM SIMONE (Jaú 1929)

Miriam Simone teve uma  curta carreira foi um nome importante nos primórdios da teledramaturgia do país e teve diversos marcos como pioneira.

A atriz ingressou na vida artística na Rádio Tupi, aos dezessete anos, contratada por Oduvaldo Viana. Ainda na rádio foi convidada a integrar o núcleo de Cassiano Gabus Mendes.

Nesse período se destacou atuando em filmes, radionovelas, teatros e propagandas.

Em 1950 a carreira de Miriam Simone teve seu auge. Foi quando Chateaubriand trouxe a televisão para o Brasil e a atriz foi chamada para fazer a primeira transmissão, ainda em circuito fechado. 

Foi em uma tarde de setembro que Miriam, ao lado de sua irmã Marly Bueno, foi a primeira mulher a aparecer na televisão. Ambas seguravam a primeira placa focada: “General Electric e Squib do Brasil apresentam:”.

Nos primeiros anos da TV Tupi Miriam teve várias marcas como pioneira: a primeira propaganda do Guaraná Antárctica, teleteatros memoráveis como “Deus lhe Pague” com Lima Duarte, “George Sand”, além de diversas peças escritas para a atriz. Ela estrelava semanalmente, às terças feiras, um programa de teleteatro, em que alterava-se sempre o galã. Foi nesse programa que Cassiano Gabus Mendes fez sua primeira aparição na televisão, como seu par romântico.

 

O motivo de seu afastamento deu-se na primeira noite de transmissão quando a atriz e o engenheiro da GE, responsável pelas instalações do estúdio da televisão, se apaixonaram. Tudo ocorreu no ar: Miriam fazia uma enfermeira e Helio Taques Bittencourt tentava explicar a ela o funcionamento da televisão. Após esse primeiro contato foi questão de tempo até a atriz se casar e sair da Tupi para cuidar da família que criaram: os três filhos Silvia, Celso e Vivien.

Já casada a atriz foi mais uma vez pioneira. Fez o primeiro filme colorido do Brasil: uma propaganda para a Mobil Oil, que usava de uma tecnologia trazida por Italianos após a guerra.

Miriam e Hélio foram casados por 60 anos, até o falecimento do marido em 2013. Eles tiveram 6 netos e uma bisneta. Frequentaram juntos os eventos do Pró-TV, fundação criada pela amiga Vida Alves pela preservação da memória da televisão Brasileira. Miriam recebeu em 2006 na câmara da cidade de São Paulo uma homenagem em reconhecimento a sua participação na história da cidade.

Em 2014 Miriam foi novamente homenageada, na festa de 64 anos da televisão brasileira, por ter sido a primeira atriz da televisão experimental.

Fonte: wikipedia

NIEDE GUIDON (Jaú 1933)

Niede Guidon é uma arquéologa jauense conhecida mundialmente.

Os estudos de Niéde reviraram tudo o que se sabia sobre a chegada do Homo sapiens às Américas.  Depois dela já foram descobertos novos vestígios no Brasil e na América do Sul que são bem mais antigos.  O seu trabalho no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, defende que os primeiros homens a chegarem na América o fizeram há cerca de cem mil anos.

As matérias sobre Niede Guidon dizem por si sobre a importância dela:

MAURICIO NORIEGA (Jaú 1967)

O conhecido jornalista dos Grupo Globo Mauricio Noriega nasceu em Jaú mas fixou residência em Bariri.  Em quase 30 anos de carreira teve passagens por veículos importantes do jornalismo brasileiro, como Folha da Tarde, Gazeta Esportiva, Diário Popular, Lance, Sports Já e Rádio Bandeirantes.

Atualmente, Noriega participa de diversos programas do Sportv como Seleção, Troca de Passes, Tá na Area e Bem Amigos.

Além de ser comentarista dos jogos da transmissões do Grupo  Globo.

OLIVÉRIO MARIO DE OLIVEIRA PINTO (Jaú 1896 – Piracicaba 1981)

Olivério Mario de Oliveira Pinto foi um zoólogo brasileiro considerado o Pai da Ornitologia, ramo que estuda as aves.

Foi o primeiro autor a publicar um trabalho cujos dados tinham organização diferente à forma convencional da literatura na época.

Acompanhe a biografia de Olivério neste texto de João de Almeida Prado:

Acesse aqui

SID MOSCA (Jaú – 1937 – São Paulo 2.011)

Sid Mosca foi um artista aclamado pelo automobilismo nacional e internacional pela sua qualidade na criação e execução de pinturas em capacetes, tendo sido o responsável pelas cores e estilo dos cascos utilizados por Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet,  Rubens Barrichello, Christian Fittipaldi, Maurício Gugelmin, Roberto Pupo Moreno e também de pilotos estrangeiros, como Keke Rosberg, Mika Hakkinen e Michael Schumacher, entre outros.

Além das pinturas em capacetes, Sid também deixou sua marca em carros da Fórmula 1, como Jordan, Brabham Copersucar-Fittipaldi e Lotus. O trabalho na Lotus foi aclamado por Colin Chapmann, outro gênio, mas da engenharia, pois pintou o carro de Mario Andretti em apenas 12 horas, na véspera do Grande Prêmio do Brasil de 1977, após um incêndio.

Outro trabalho sempre lembrado pelos amantes do automobilismo brasileiro é a pintura da Brasília nº 17 de Ingo Hoffmann.

Em 1999, Bernie Ecclestone, o chefe da Fórmula 1, convidou Sid Mosca para uma missão especial: pintar uma série única de 50 unidades para homenagear pilotos e pessoas ligadas ao mundo da Fórmula 1.

Um dos exemplares faz parte do acervo “Metal Flake Design Group”, aliás o único proveniente da América do Sul.

A ligação de Sid Mosca com o mundo do automobilismo aconteceu no início da década de 70, mas como piloto. Mas o que mais chamou atenção foi a pintura do seu carro, feita por ele mesmo, em sua oficina. Vários pilotos e equipes, encomendaram pinturas de capacetes e carros a Sid, que montou um atelier no bairro de Interlagos, em São Paulo, hoje tocado por seu filho Alan Sid Mosca, que aprendeu o ofício com seu genial pai.

fonte:terceirotempo.com.br

Se você lembrar de mais algum jauense ilustre nos conte e incluimos na matéria!!

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