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Cine Denadai

Filmes passado em um só ambiente

Conheça 5 filmes de suspense, ficção e mistério que transformam ambientes simples em cenários de histórias envolventes e inesquecíveis.

Existem alguns filmes que precisam viajar o mundo todo para contar uma história. As franquias de 007 e Missão: Impossível, são assim.

Pulam de país em país para mostrar as peripécias de seus personagens. Fica bom? Sim. Fica ótimo, na verdade! Mas isso está longe de ser uma unanimidade ou um fator preponderante para a qualidade de um filme.

O que mostrarei agora é que um pequeno lugar, um canto, uma casa ou um cômodo podem render ótimos filmes. Então vamos lá. Bora indicar filmes!

A primeira dica é passada em apenas uma cidade. Nova York, mais precisamente. Mas aí você vai me dizer: Poxa, André. Tem vários filmes que passam somente em Nova York e que nem por isso deveriam estar nessa lista. Concordo, mas é que em “Por um Fio” tem um filme passado em uma esquina ou, mais precisamente, em uma cabine telefônica, onde um trambiqueiro, vivido por Colin Farrell, em sem primeiro protagonismo em solo americano, está na mira de um atirador. Não foi coincidência que ele atendeu o telefonema que o deixou refém sabe se lá de quem.

E por que ele não desliga o telefone? Simples, a promessa do atirador é mata-lo se ele resolver fazer isso. As dezenas de prédios com milhares de janelas prejudicam muito nosso protagonista em saber de onde vem a voz que o mantém preso na cabine telefônica. É sabido que ele está sendo vigiado, mas de onde? Pois bem, é aí que temos um filme tiro curto, rápido, mas bem tenso.

Uma história simples, mas que te segura na frente da tv assim como o pilantra está preso na cabine telefônica. Inclusive, em tempos de smartphone esse filme acaba sendo impossível esse filme ser rodado nos dias de hoje. Se trouxermos esse caso para Jaú, não teria um único orelhão na Major Prado para desenvolver essa história. Saudades de um orelhão.

Disponível em: Shock Vídeo Café e Disney+.

Ficção é um gênero difícil de encaixar em apenas um local. Ao pensar nesse gênero, uma das primeiras coisas que vem em nossa mente são viagens intergalácticas ou qualquer coisa passada no espaço. Mas em “Cubo” temos uma ficção com suspense onde alguns estranhos se encontram em uma sala em formato cúbico sem saber como chegaram lá.

Na sala é possível ver possíveis saídas, mas que na verdade levam nossos queridos e queridas para outras salas iguais a anterior. Quer dizer, elas não são totalmente iguais, muitas delas contém armadilhas mortais. E aí que está o dilema. Para tentar sair desse local desconhecido, é preciso passar para outras salas, mas não existe garantia do que haverá do outro lado das passagens. Considero esse filme pai de “Jogos Mortais”.

Pelo menos do primeiro filme da franquia, já que os outros são totalmente descartáveis. Há também algo parecido com “Cubo” no filme “Escape Room”, mas esse filme é péssimo e também tem uma continuação que consegue ser pior ainda. Falando em continuação, existem duas continuações de “Cubo”. Mas tanto “Cubo 2: Hipercubo” e “Cubo Zero” são horríveis.

Esse filme tem um lugar especial em minha coleção, já que foi um dos primeiros filmes que comprei. Foi esse e “Confissões de Um Mente Perigosa”, que eu emprestei para alguém que nunca me devolveu. Por isso não empresto meus filmes. Mas como sou gente boa, sempre coloco onde você pode encontrar minhas dicas.

E “Cubo” você encontra na Shock Vídeo Café. E só.

Alfred Hitchcock é um doa maiores diretores do cinema e sempre fez obras memoráveis de suspense. E precisou somente de um apartamento para entregar dois de seus maiores clássicos. Em “Festim Diabólico” alguns amigos tentam provar ser capazes de cometer o crime perfeito e chamam alguns familiares e conhecidos para serem bode expiatório do feito. Um jantar macabro em um apartamento com uma sala gigante.

Simples, objetivo e clássico! Já em “Janela Indiscreta” também tem como cenário um apartamento. Com uma perna quebrada e em uma cadeira de rodas, o protagonista tem como única diversão bisbilhotar a vida dos vizinhos nos apartamentos ao lado do seu. Mas estamos falando de um filme de Hitchock, e a vida do velhinho fofoqueiro vai ser um tormento após os ocorridos do outro lado da janela.

Dois grandes exemplos que para um bom filme não é preciso uma grande produção, efeitos especiais megalomaníacos e barulho estridente para arrancar sustos ou tensões.

Os dois estão disponíveis em: Shock Vídeo Café.

Junte em um só ambiente a claustrofobia, a acrofobia e a cleitrofobia. Esse ambiente é o elevador. Adicione o sobrenatural e misteriosas mortes ocorrendo dentro de um local onde só estão 5 pessoas desconhecidas.

A trama de “Demônio” envolve essas cindo pessoas no elevador de um prédio residencial onde uma tragédia acabou de acontecer. Misteriosamente o elevador para e as pessoas ali dentro começam morrer. 5 pessoas desconhecidas, um mau desconhecido e todos são suspeitos nesse terror produzido por M. Night Shyamalan de “O Sexto Sentido”.

O que seria mais assustador nesse caso? O sobrenatural, estar preso, estar preso no alto ou estar preso em um lugar totalmente fechado? Filme bobinho, mas bem legal e que entrega o que precisa. Vale a pena ver.

Disponível em. Shock Vídeo Café e acervo próprio.

“O Alfaiate” se passa, obviamente em uma alfaiataria, mas o assunto que o filme trata está longe de ser sobre agulhas, roupas ou moda. E nesse local que a máfia de Chicago usa para fazer negócios e planejar ataques aos mafiosos inimigos. Uma história eficiente, uma trama que prende o espectador, crimes, assassinatos, dramas pessoais e boas reviravoltas dão o tom desse filme que você pode não adorar, mas duvido que não irá gostar. Simples, direto e sem grandes delongas. Se esse filme tivesse sido lançado na época em que eu trabalhava em uma locado, poderia indicar para todas as pessoas que seria sucesso.

Disponível em: Nenhum lugar, mas esse fico vagou pela Amazon e pela Netflix, mas é sempre bom ressaltar o “se tivesse esse filme na época da locadora”, pois ele ainda existira em algum lugar para você assistir.

Esse filme é tipo alfaiate mesmo, difícil de achar nos tempos de hoje. Uma pena.

Pequenos filmes, pequenos ambientes, mas grandes histórias. Essas coisas se encaixam e boas obras acabam saindo.

Boa sessão e até a próxima.

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Foto de André Denadai

André Denadai

André é jauense, xvano, palmeirense e apaixonado por cinema e ele escreve periodicamente para o Jauclick.

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