Blog do Moraes

BLOG DO MORAES – Cinema Nacional 2021

O Blog prepara um post sobre alguns filmes nacionais que assistimos neste ano de 2.021 e uma breve resenha dos filmes do Caso Richthofen.

Cinema Nacional 2021 é destaque de hoje sobre o que assistimos e vamos assistir em 2021.

A MENINA QUE MATOU E O MENINO QUE MATOU…  ASSISTAM ANTES…

Agora no feriado assistimos no Prime Video, os dois filmes sobre o caso Suzane Von  Richthofen e Irmãos Cravinhos – O Menino que Matou Meus Pais e A Menina que Matou os Pais.

Os dois filmes são baseados nos depoimentos de Suzane e do Daniel Cravinhos Nos autos do processo criminal do caso dos assassinatos dos pais de Suzane.

Assisti primeiro o Menino que Matou os Pais que é o depoimento da filha Suzane e o segundo filme é o depoimento do Daniel, A Menina que Matou os Pais. A sensação que dá é que essa ordem pode ser a melhor para ser assistida, mas o contrário não comprometeria.

Vi nas redes sociais algumas pessoas compartilhando algumas artes “moralistas” dizendo que são feitas séries ou filmes nacionais de assassinos como Elize Matsunaga e Suzane Richthofen, sugerindo até uma vitimização dos assassinos. E de modo comparativo citou a ausência de homenagens ou filmes sobre a professora Heley de Abreu que morreu ao tentar salvar crianças no incêndio em uma escola no norte de Minas no ano de 2.017.

Tipo, “tipo assassinos ganham séries e filmes e professoras que salvam crianças não”.

A série da Elize Matsunaga eu não vi. Mas se a pessoa compartilhou essa comparação nem se deu trabalho de ler a sinopse dos dois filmes do Prime Video muito menos assistir as duas produções.

Os dois longas metragens são claros, NO COMEÇO DO FILME, em falar que são depoimentos dos próprios assassinos, retirados dos próprios autos do processo.   E sem spoiler, não há  endeusamento e nem valorização dos assassinos e  nem sugestão de inocência de qualquer um dos envolvidos nos crimes muito, muito menos o intuito de transformar os assassinos em vítimas. Só é a visão da Suzane em um e a visão do Daniel Cravinhos em outro. E as duas produções são bem competentes.

E lembrando que os dois filmes não geraram lucro para nenhum dos condenados pelos assassinatos. Os assassinos NÃO GANHARAM DINHEIRO com as produções.

A verdade que a sensação que dá é quase de um complexo de vira lata ou o tradicional ditado “santo de casa não faz milagre” por ser produções do Cinema Nacional. Não existe essa comoção moralista com filmes e séries internacionais. Vou citar algumas produções internacionais de assassinatos, crimes hediondos ou serial killers, baseado em fatos reais em que eu assisti:

Ted Bundy a Irresistível Face do Mal; Zodíaco; Psicose; Lost Girls – Crimes de Long Island, Mindhunter, Monster – Desejo Assassino, Os Filhos de Sam – Loucura e Conspiração, Sangue no Gelo, Helter Skelter, American Crime Story (O Povo contra O.J Simpson), Por Dentro da Mente de um Criminoso, Manhunt – Onabomber.

Os filmes acima citados também não transformam assassinos em heróis, tampouco em vítimas. São abordagens, relatos de fatos e roteiros diferentes. Como os dois filmes do Caso Richthofen.

Só que os internacionais muitos compartilham com elogios e as produções do cinema brasileiro são compartilhadas com críticas e comparações esdrúxulas.

E VEM MAIS POR AI.. O CASO DO CASTELINHO DA RUA APA

A Galeria Distribuidora, responsável pelos dois filmes sobre o Caso Richthofen, anunciou que fará um filme original sobre o caso do Castelinho da Rua Apa, local que desde os anos 30 carrega a fama de ser mal assombrado uma vez que os membros da família Reis foram encontrados mortos na residência em 1.937.

Muito influente na elite da cidade de São Paulo da época, a família Reis era dona do Broadway, um cinema na Avenida São João e vivia em um peculiar castelo na mesma avenida.

Vamos aguardar…

APROVEITANDO.. OLHA QUE EU VI ULTIMAMENTE DE CINEMA NACIONAL…

Aproveitando que estamos falando de Cinema Nacional. Olha que eu vi de produção brasileira nestes últimos meses… :

– A Farra do Circo, documentário “muito louco” da história do Circo Voador no começo dos anos 80;

– Boca – Cinebiobrafia do criminoso Hiroito de Moraes Joanines, Rei da Boca do Lixo nos anos 50 e 60;

– Bufo e Spallanzani – Filme policial baseado no livro de Rubem Fonseca;

– Gabeira – Documentário que conta a história de Fernando Gabeira;

– Cidade Invisível –  A história de um detetive que se envolve em uma batalha entre o mundo real e criaturas folclóricas como o Saci, A Sereia, Curupira, Boto etc…

– Cinema, Aspirinas e Urubus – Road Movie que se passa na época da 2ª Guerra Mundial no interior do Nordeste.

– Estômago – Vida do cozinheiro nordestino que se passa no presídio e sua vida antes do crime cometido;

– O Animal Cordial – A história tensa estrelada por Murilo Benicio se passa numa noite em um restaurante no decorrer de um assalto.;

– O Escaravelho do Diabo – filme que conta a história de um garoto e um delegado idoso que investiga crimes cometidos por um serial killer em uma cidade pequena;

– Os Quatro Paralamas – documentário sobre o Paralamas do Sucesso;

– Narciso em Férias – Depoimento do Caetano Veloso quando ficou preso por dois meses pela ditadura;

– Noite de Festivais – história dos festivais de musica brasileira nos anos 60;

– Viajo porque preciso, volto porque te amo – Road Movie de um trabalhador que percorres cidades do nordeste a trabalho;

APROVEITANDO 2 – MENÇÃO HONROSA – DOUTOR CASTOR

 Em fevereiro assisti a série documental na Globo Play – DOUTOR CASTOR.

História do bicheiro, dirigente de futebol do Bangu do Rio e patrono da Mocidade Independente – Castor de Andrade. Quatro episódios sensacionais.

A série usa a história dele pra falar da história do Jogo do Bicho desde os primórdios, da relação com o futebol e carnaval, passagem dele na prisão de Ilha Grande na época da ditadura, embates jurídicos, relação com a imprensa, depoimentos e passagens históricas dos anos 60 até a morte dele.

A série engloba muito assunto. Imperdível.

Obs: o depoimento final da juíza Denise Frossard fecha com chave de ouro!

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