Fala Fer!

Sorria, você está sendo, e isso deve bastar!

O sorriso sincero pode ser uma resposta involuntária a qualquer coisa que nos traz alegria. Sorria.

“A raça humana dispõe de apenas uma arma eficiente, e ela é o riso” – Mark Twain. E quem é capaz de discordar da frase do autor americano? Se a gente parar para analisar, um sorriso pode mesmo mudar muita coisa. Você já deve ter passado por alguma situação complicada, hostil ou constrangedora em que um sorriso quebrou o gelo, aliviou o clima tenso ou deixou o ambiente mais leve.

O sorriso sincero pode ser uma resposta involuntária a qualquer coisa que nos traz alegria. Mas ele também pode ser provocado voluntariamente como uma poderosa escolha consciente. Para sorrir mais a gente precisa entender as reações que essa simples atitude tem no nosso organismo. Segundo o médico neurologista Fabiano Moulin, que eu tive o prazer de entrevistar para uma reportagem sobre positividade, pensamentos saudáveis produzem químicas saudáveis. “Tudo que pensamos gera uma ação (ou reação) no nosso cérebro. Se algo que nos faz bem vem à mente, nosso organismo produz neurotransmissores benéficos para a saúde. O oposto também acontece, pensamentos desagradáveis geram reações negativas no corpo”, diz o médico.

Então, por que não provocar os neurotransmissores do bem? A serotonina, responsável pelo estado que chamamos de bom humor, é liberada quando praticamos a gratidão, lembramos de momentos bons e especiais ou fazemos uma caminhada ao ar livre. A dopamina, o hormônio da energia, excitação e motivação é resultado de um sono de qualidade e da celebração das pequenas conquistas diárias. Já a endorfina, que reduz a percepção de dor e provoca bem-estar e euforia, é produzida depois de uma atividade física, rir ao lado de boas companhias ou cantar e dançar ao som da sua música preferida. E tem ainda a ocitocina, hormônio conhecido das mamães que amamentam e que também é liberado ao abraçar pessoas queridas, ser solidário, generoso e meditar.

O sorriso, aliás, é objeto de vários estudos científicos pelo mundo, como trouxe uma reportagem da revista Exame. Destaco aqui alguns que me chamaram atenção: os cientistas da universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, afirmam que sorrir alivia o estresse. Os níveis de hormônios relacionados ao estresse foram medidos em voluntários antes e depois da exibição de 20 minutos de comédia. O estudo concluiu que a presença desses hormônios nos participantes do experimento era menor do que antes de verem os vídeos.

Dar uma boa risada também reduz a sensação de dor segundo cientistas da universidade inglesa de Oxford. O experimento mediu a sensação de dor em voluntários que foram divididos em dois grupos. O primeiro viu cenas filmes de comédia e o outro, vídeos considerados chatos (como programas de golfe). Depois da segunda medição, os voluntários que tinham gargalhado mostraram capacidade de suportar até 10% a mais de dor do que antes.

Sorrir também é um bom remédio para quem sofre de problemas cardíacos. De acordo com Lee Berk, médico ligado à universidade americana Loma Linda, assistir meia hora de comédia por dia ajuda a prevenir doenças do coração. Além disso, as gargalhadas também ajudariam a reduzir a incidência de diabetes.

Uma outra pesquisa publicada pelo periódico americano Motivation and Emotion avalia a forma como as pessoas percebem o estado de espírito de desconhecidos apenas por imagens. Prova disso é como as máscaras, nossas aliadas no combate à pandemia, dificultaram enxergar o sorriso de quem cruza nosso caminho. Por isso, aprendemos a valorizar e a sorrir cada vez mais com os olhos.

Sorrir para estranhos gera conexão e empatia. Se tem algo nessa vida que é de graça e só traz coisas boas, sem dúvida é sorrir. Faz parte da construção humana enxergar coisas boas apesar das adversidades, cultivar relações, ser otimista e estar feliz pelo próximo. Saber sorrir também está ligado à inteligência emocional. Não se ofender facilmente e soltar aquele riso num momento difícil nos diferencia dos demais. E isso só é possível quando aprendemos que administrar as próprias emoções é importante para atingir o equilíbrio necessário para lidar com os desafios que sempre surgem.

Comportamento, emoção e pensamento andam juntos. O escritor Nassim Nicholas Taleb, autor do best seller “Anti-frágil: coisas que se beneficiam com o caos”, afirma que não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos. Por isso cabe a cada um escolher qual filtro usar para entender melhor esses três pilares e ter mais saúde e sincronicidade com nosso interior e com a vida que nos cerca. Por isso a imagem escolhida para ilustrar o texto, chamada “Two guys on a bus” (“Dois caras num ônibus”) do brasileiro Genildo Ronchi. Faz sentido para você?

Sorria

E são tantos os tipos de sorriso. Tem aquele discreto de canto de boca, o sem graça que pode até te salvar de um constrangimento, o que mostra os dentes ao lembrar de momentos agradáveis e tem o meu favorito: a gargalhada de doer o estômago.

Fora que sorrir nos torna mais atraentes. O sorriso talvez seja a forma de comunicação não verbal mais eficiente. Ver alguém sorrindo é contagiante. É quase impossível ficar indiferente a um sorriso sincero.

Se você puder sorrir hoje, sorria, seja grato pelo que você tem. Mas isso é assunto pro nosso próximo papo, até lá! 😉

Fernanda Ubaid é jauense e jornalista

Segue lá no insta pra gente trocar uma ideia: @ferubaid

 

 

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