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Cine Denadai

Filmes que provavelmente você goste mais do que eu

Texto opinativo e sem filtro sobre filmes superestimados que todo mundo ama, mas eu não. De Rocky a Interestelar, gosto pessoal, ranço e cinema sem consenso.
Filmes que provavelmente você goste mais do que eu

O que indicarei agora, são filmes que eu não gostei tanto, não gostei nada ou só não gostei quanto a maioria das pessoas gostaram. E isso é bem comum. Com alguns filmes menos comum. “Você tá louco!?!?” é uma das coisas que eu já ouvi quando digo que tais filmes estão longe de ser meus favoritos. Mas gosto não se discute.

Defenda sempre os filmes que você gosta. Eu também defendo os meus. Mas não defendo os abaixo listados.

Na verdade, vocês podem defender qualquer filme, menos “Rocky – O Lutador”. Não vou me resumir ao primeiro filme da saga, mas toda a série. Eu já cansei de dizer do asco que tenho por essa “obra” (do verbo “Obrar” no português de Portugal), pelo seu ator, pela sua interpretação e pelas mensagens americanizadas desse filme e de todos as suas sequências.

No Oscar, filmes como “Todos os Homens do Presidente”, com críticas ao governo Nixon envolvido até as tampas com o Watergate e de “Taxi Driver” e as sequelas aos combatentes do Vietnã, não tiveram chance contra a marmelada cinematográfica do “não importa o quanto você bate, mas o quanto você aguenta apanhar”, acho que a frase é mais ou menos essa. Nem sei se a frase é do primeiro filme. Depois vem a babaquice de colocar a Guerra Fria em cima do ringue ao enfrentar um adversário russo.

Poderia funcionar como crítica ou alegoria ao momento em que se vivia? Óbvio que sim. Mas não funciona. É mais uma desculpa para mostrar os o quanto um americano leva pancada, mas não desiste. Os filmes são sobre isso, se você não percebeu isso, entendeu errado. A nova trilogia da saga de Rocky, intitulada “Creed” é melhor. O primeiro filme é ótimo. O terceiro é bacana, mas o segundo não nega suas origens e é bem ruim.

A saga de Rocky está disponível em: Casa do chapéu!

Confesso que o filme a seguir eu custei para ver e quando vi, me decepcionei. “Efeito Borboleta” foi fácil um dos maiores sucessos de locação no período em que eu trabalhei em locadora. Um pouco de eu ter demorado para ver, também é por isso.

O filme nunca estava na prateleira, independente de dia da semana. Quando estava, resolvia ver outra coisa. Mas aí o tempo foi passando e minha vontade, que já não era das maiores, foi passando e o filme acabou caindo em um limbo de esquecimento da minha parte. Anos depois quando eu vi, não achei aquelas coisas. Acho legal a premissa do “o que você faz no passado, altera o futuro”, mas o filme não me ganhou. Pode ser que eu fui com a expectativa de ver um filme de suspense ou ficção e acabei vendo um drama. Expectativa é complicado. O não gostar muito de um filme tem tudo a ver com a expectativa que você tinha antes de assisti-lo.

Nesse caso, nem era expectativa em ver, mas o que eu iria ver. E não satisfeitos em um, resolveram lançar duas sequências, que eu nem preciso dizer que não vi e não verei e sem ver, recomendo que vocês não vejam. A única vantagem das continuações é que elas não têm Ashton Kutcher no elenco. Caso tenham visto, uma viagem no tempo para apagar tal momento, seria recomendado, mas o filme mostra que isso não proporciona boas coisas.

Só para constar, existe um filme que trata dessa temática de volta no tempo e das consequências de mudar o passado. O filme se chama “O Som do Trovão”, mas fica no “para constar”, já que esse é pior que “Efeito Borboleta”.

Disponível em: Shock Vídeo Café.

O filme a seguir, além de não me agradar tanto, também é por puro ranço. “A Vida é Bela” não é melhor que “Central do Brasil”. É emocionante e faz chorar? Claro que sim. Mas bater com o dedão no pé da mesa também me faz chorar e nem por isso eu acho bom.

E certa vez, vendo um vídeo de uma crítica de cinema que eu gosto muito, ouvi dela a melhor definição da interpretação de Roberto Bellini. Segundo a crítica, a atuação dele era digna de Renato Aragão, mas conhecido também como Didi Mocó. Podem reparar na imagem que selecionei. Ele de terno é igual o Didi. Isso era o que me faltava para definir o que eu achava desse filme. Contar histórias tocantes no período de guerra, é fácil, mas tudo fica muito caricato. Mesmo o humor e a guerra vista pelos olhos de uma criança não me convencem tanto. Só para ressaltar, eu não acho esse filme ruim, somente acho superestimado demais.

“O Menino do Pijama Listrado” e “Jojo Rabbit” funcionam mais, na minha humilde opinião. Nesses dois filmes, você irá se emocionar, chorar, se chocar e até rir, no caso da segunda indicação. E repito: “Central do Brasil” é muito mais filme que “A Vida é Bela”.

Disponível em: Shock Vídeo Café e acervo próprio.

Esse filme a seguir, eu gosto. Já assisti várias e várias vezes. Inclusive, a última vez que eu vi, foi tentando gostar um pouco mais. Mas cheguei no meu limite com “Gladiador”. Baita produção! Baita direção! Baitas efeitos especiais! Mas não me convence. Prefiro “Spartacus” de Stanley Kubrick. É bem melhor, mas não tem um tigre dentro do coliseu. A história é praticamente a mesma, com uma produção mais requintada devido aos efeitos especiais disponíveis no inicio dos anos 2000. Não gosto das atuações. São teatrais e as batalhas são sincronizadas, provavelmente ensaiadas de maneira demasiada e provavelmente com dublês em muitos momentos.

Ou seja, mérito zero nas atuações. A história, além de batida, é com diálogos repletos de frases de efeitos que deixariam nossos queridos coachs orgulhosos. Mas como eu já disse, tecnicamente há muito qualidade. É um filme gostoso de se ver. Ele é mais legal do que bom. Só que piora. Há pouco tempo foi lançada uma continuação. E ela repete muitos dos erros do primeiro filme, já que, têm atuações fracas, história besta e diálogos piores. E tenta repetir os acertos do primeiro, como a cena com o tigre, só que agora usando rinocerontes.

Não funciona, já que não tem o mesmo impacto. Se essa continuação fosse boa, provavelmente eu poderia gostar mais do primeiro filme, mas não é o que acontece. Eu assistiria o primeiro novamente, mas sua continuação, eu dispenso. Disponível em: Shock Vídeo Café, acervo próprio e amazon prime.

Deixei para o final esse filme que muitos julgam como nota 10, mas dei nota 8,0 na primeira, última e provavelmente única vez que vi “Interestelar”. Pois é. Admito que admiro muita coisa no filme. Seu roteiro foi elabora junto com consultores especialistas no assunto viagem interplanetária. O que acontece no filme, aconteceria realmente se tivéssemos tecnologia para tal. E isso é um cuidado admirável. Mas não me pegou. E eu confesso que sempre fui um nerd dessas coisas espaciais. Já tive muitas coisas na infância em relação ao assunto.

E hoje em dia me pego muito vendo vídeos do Serjão dos Foguetes sobre o assunto, inclusive ele dizendo que é um dos filmes preferidos dele. E de muita gente que eu conheço. Eu acho um bom filme. Gostei. Nota 8,0 é ótimo! Mas como diz o título desse texto, provavelmente você goste mais dele do que eu. Um exemplo que as pessoas gostam de usar é sobre alguns efeitos práticos no lugar de efeitos especiais. Ao invés de usar recursos artificiais para fazer uma plantação de milho, eles preferiram plantar os milhos.

Legal. Mas até aí, o que isso melhora o filme? Meu pai plantou milho no rancho dele e não merece um Oscar por causa disso. Brincadeiras a parte, temos sim aí um grande filme. Mas só.

Disponível em: Shock Vídeo Café, acervo próprio, Amazon Prime e HBO Max.

Espero que vocês tenham gostado desse texto. Nesse caso específico, são mais opiniões sobre os filmes do que indicações, mas se você ainda não viu alguns desses filmes, vejam! Tirem suas conclusões.

Quer dizer, vejam todos, menos Rocky!

Boa sessão e até a próxima.

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André Denadai

André é jauense, xvano, palmeirense e apaixonado por cinema e ele escreve periodicamente para o Jauclick.

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