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Oscar 2024: Meu bolão e alguns comentários

Premiação de 2024 revela surpresas e decepções: um olhar honesto sobre os resultados do Oscar

Estatuetas de 2024 concedidas, quero começar com um erro meu. Um grave erro, na verdade. Fiz meu texto com meus palpites para o Oscar 2024 e simplesmente esqueci de uma categoria. No caso, Melhor Montagem. Confesso que ela não iria alterar positivamente o fiasco dos meus palpites, já que iria apostar em “Assassinos da Lua das Flores” e o prêmio foi para “Oppenheimer”. Resultado do bolão, das 23 categorias (já incluindo a de Montagem) tive míseros 11 acertos. Foram eles: Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz, Roteiro Original, Filme Internacional, Efeitos Especiais, Figurino, Música e Trilha Sonora. Para se ter uma ideia, Pablo Villaça, um crítico que gosto muito, acerto 19 das 23 categorias. Isso sim é um belo desempenho.

Obviamente que minha torcida para “Assassinos da Lua das Flores” não deu em nada. O filme passou em branco na premiação. O que não é uma surpresa se tratando de filmes do Martin Scorcese, já que das últimas 26 indicações (10 por “O Irlandês” e por “Assassinos da Lua das Flores”, 1 por “O Silêncio” e outras cinco por “O Lobo de Wall Strett), nenhuma terminou em estatueta. São quatro filmes excepcionais e só reitera o quanto Scorcese é esnobado no Oscar. E isso já vem desde 1977 quando “Taxi Driver” saiu zerado da premiação. Sem contar as esnobas em “Touro Indomável” no ano de 1981 e de “Os Bons Companheiros” em 1991. Mas isso não muda o fato de Scorcese ser o maior diretor vivo e um dos melhores de todos os tempos. O cara está acima de qualquer premiação.

Falando na premiação, o grande vencedor da noite foi “Oppenheimer” com 7 estatuetas (filme, diretor, ator, ator coadjuvante, trilha sonora, fotografia e edição). Como li um cara no Estado de São Paulo dizendo, “O Oscar volta a ser adulto” depois de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” (eu desprezo tanto esse filme que nem sei se escrevo certo o título dele) em 2023 e “No Ritmo do Coração” em 202e (confesso que gosto muito desse filme, mas ainda hoje a premiação dele não agradou muito). O filme é merecedor disso tudo. É um filme grandioso com ótimos diálogos, atuações e primazia técnica. A boa bilheteria nos EUA e no mundo também contribuiu, mesmo não sendo um fator determinante para qualidade, já que filmes da franquia “Velozes e Furioso” rendem grana pra caramba!

Voltando para 2024, não tivemos grandes surpresas na premiação. E isso era o esperado. Com exceção da vitória de Emma Stone como Melhor Atriz por “Pobres Criaturas”. Lily Gladstone de “Assassinos da Lua das Flores” era a favorita, mesmo com a crescente de Emma Stone em premiações que antecederam o Oscar. O motivo? Não sei, mas a história, como já mencionado aqui, não favoreceria ela estando em um filme de Scorcese. Nem Leonardo Di Caprio conseguiu ganhar o Oscar de Melhor Ator por ser espetacular trabalho em “O Lobo de Wall Street”. Mais uma vez, lamentável.

Algumas premiações estavam na cara, como a de Da’Vine Jopy Randolph por “Os Rejeitados” (esse filme é ótimo, assim como sua atuação) na categoria de Atriz Coadjuvante, a de Robert Downey Jr por “Oppenheimer” na categoria de Ator Coadjuvante e a de “Zona de Interesse” em Filme Internacional. Essas estavam muito na cara que até eu acertei, não havendo a possibilidade de zebra.

Nesse tempo entre o texto dos palpites para o Oscar e a premiação, eu tive a oportunidade de ver outros filmes indicados para Melhor Filme. Entre eles, “Anatomia de Uma Queda”, que venceu Melhor Roteiro Original. O filme é ótimo dei 5 estrelas, mas não achei nada de inovador para um filme de tribunal. Faltou clímax para uma história muito bem contada. Um de seus adversários nessa categoria foi “Vidas Passadas”, que me pegou, me emocionou muito, tirando lágrimas dos meus olhos. Me desculpa Scorcese, mas tendo a oportunidade de poder votar, esse seria minha escolha de Melhor Filme.

Em Melhor Roteiro Original eu votaria e voltaria na fila para votar novamente. Uma história simples sobre reviver uma paixão de adolescência.

Tenho certeza que muitos que assistirem esse filme irá se identificar. Eu me identifiquei. E muito!

Quero destacar alguns pontos positivos da premiação também. Sempre protocolar, a noite do Oscar tenta se mostrar descolada em alguns momentos e dois deles foram bem bacanas, como a apresentação da categoria de Melhor Figurino por John cena vestindo apenas o envelope da premiação e da apresentação/interpretação de Ryan Gosling na música “I’m Just Ken”. Provavelmente estará nos melhores momentos de todos os tempos das apresentações e foi uma homenagem para Marilyn Monroe e ao filme “Os Homens Preferem as Louras”.

O Oscar foi dele, mesmo a música não tendo ganho o prêmio de Canção Original, que foi para outra música do filme “Barbie” “What Was IMade For?” composta pela jovem Billie Elish, lhe rendendo o segundo Oscar (já tinha ganho um por uma canção de “007 Sem Tempo de Morrer”. A cantora tem 22 anos.

E aí te pergunto: Quais eram as suas conquistas aos 22 anos? Não responderei, pois não havia conquistado nada até então.

Outro destaque foi a presença de Messi. Não o Lionel, mas do cachorro do filme “Anatomia de Uma Queda” ao aparecer batendo palmas para Robert Downey Jr. Quando ele foi receber seu prêmio. Sensacional!

O cachorro tem mais simpatia e carisma que muito gente em Hollywood, inclusive de Cillian Murphy, vencedor do Oscar de Melhor Ator. Ele tem cara de ser esnobe demais!

Quero destacar também um erro e um acerto nas minhas apostas. Acertei o vencedor de Melhores Efeitos Visuais ao apostar em “Godzilla Minus One”. Um filme japonês de baixo orçamento e que concorria contra o queridinho “Guardiões da Galáxia Vol. 3” e contra uma tripla indicação de Neil Corbould. Sim, o cara concorreu com três filmes (“A Resistência”, que era o favorito, “Napoleão” e “Missão Impossível 7”) e perdeu!

O cara conseguiu ser pior que eu!!!!! O Outro destaque é pelo maravilhoso erro em Melhor Animação. Apostei numa animação do Homem Aranha, mesmo torcendo muito contra, mas tinha argumentos para apostar nele.

E o vencedor foi “O Menino e a Garça”, uma animação japonesa do grandioso Hayao Miyazaki. Quero muito ver essa animação!

Pois bem, é isso então. Como já disse: Nada de muitas surpresas no Oscar 2024. Nem nas premiações e nem no insucesso das minhas apostas.

Mas o prometo melhoras no ano que vem. Farei algo parecido no Oscar de 2025, caso o César ainda me permita escrever por aqui.

Até a próxima e boa sessão!

André Denadai
André Denadai
André é jauense, xvano, palmeirense e apaixonado por cinema e ele escreve periodicamente para o Jauclick.

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