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Blog do Moraes – Imagina encontrar o Pelé na sua frente em algum momento?

Não existe, “eu gosto de futebol, mas não gosto de Pelé”. Isso é completamente impossível! Quem gosta de futebol não tem como não admirar o que o Pelé fez.

Nestes últimos anos em que Pelé começou a ficar com a saúde mais frágil, eu  sempre pensei em  uma situação. Imagina encontrar o Pelé na sua frente em algum momento?

Qual seria sua reação?

Eu não sou fã do Pelé. Eu sou um apaixonado por futebol. E quem é apaixonado pelo esporte-bretão não tem como não admirar o Pelé. É diretamente ligado. O homem transformou o futebol. Ele criou vários fundamentos usados hoje. Ele popularizou o esporte. Tornou ele o mais popular do mundo.

Não existe, “eu gosto de futebol, mas não gosto de Pelé”. Isso é completamente impossível! Quem gosta de futebol não tem como não admirar o que o Pelé o que fez. É quase ser negacionista.

Pelé fez com que o mundo falasse mais do Brasil com a vitória de 1.958. Diminuiu o nosso complexo de vira-lata. Ajudou a construir a identidade do brasileiro no mundo. “Pelé surgiu como antídoto ao sentimento de inferioridade causado pela derrota em 1.950, devolvendo o amor próprio ao brasileiro” (neofeed.com.br).

Pelé transcendeu. Foi líder contra o racismo sem precisar falar uma palavra. Só um negro brasileiro, engraxate, humilde se tornar o maior do mundo e ser denominado por países europeus desenvolvidos como Atleta do Século, já é a personificação da luta mundial contra o racismo.

Muitas comparações dele com  Muhammad Alli. Conforme citado no documentário Pele da Netflix, acredita-se que um dos motivos que Pelé não se manifestava politicamente por medo. As noticias e mortes de presos políticos torturados era corriqueiras. Pelé poderia ter medo de ser preso e torturado.

Cassius Clay se manifestava, se recusava a lutar na guerra do Vietnã, porque sabia que mesmo preso não morreria na prisão uma vez que os EUA era um país democrático.

Pelé fazia política do seu jeito. “Nesse momento de viva emoção para mim, afirmo que devo tudo o que sou ao povo brasileiro. E faço um apelo para que nunca se esqueçam das crianças pobres, dos necessitados e das casas de caridade. Vamos defender os pobres, vamos defender as criancinhas necessitadas” (Pronunciamento do Rei ao fazer o milésimo gol).

Pelé lá atrás pediu para as pessoas olharem para as crianças do país. Mal sabia ele que o pedido seria em vão. As criancinhas de 69 se tornaram pais, avós e  se Neymar tivesse ganho a Copa e parafraseado o Rei agora em 2.022, o pedido encaixaria sem tirar uma vírgula. Infelizmente!

Pelé parou guerra!

Pelé teve suas fraquezas. No documentário da Netflix de 2.021 ele próprio demonstrou algumas delas. Desceu o degrau e falou sobre algumas no documentário que assisti neste final de semana. No próprio doc demonstrou suas inseguranças, suas dúvidas.

Em 2.014 recebendo prêmio honorário da Fifa, Pelé demonstrou mais uma vez o lado humano se emocionando na frente de todos.

Todos nós  estamos tendo uma idéia geral e real do tamanho do Pelé na história da humanidade!

Em participação do Craque Neto na Sportv, o comentarista salientou que Pelé só não é mais conhecido que Jesus Cristo. E isso mexeu com algumas opiniões. Mas se você analisar friamente e incluir a popularidade do futebol no mundo e o Rei é o símbolo maior do futebol há mais de 60 anos, a declaração do Neto é totalmente pláusivel.

 

Voltando ao começo do texto, não sei qual minha reação se encontrasse o Pelé em algum momento. Em algum lugar. Não sei o que eu falaria para ele.

A sensação é qualquer pessoa que encontrou o Pelé ficaria mesmo que por poucos segundos, em estado meio letárgico.

E você, o que faria?

Obs1: Duas lembranças pessoais do Pelé foi nos anos 80:

–  A primeira, claro no cinema, “Os Trapalhões e o Rei do Futebol”. Fã do quarteto, assistia todos os filmes. Ver o Pelé ser coadjuvante do Didi num jogo de futebol foi engraçado. Nascimento, personagem do Rei, era o goleiro do time. E o Cardeal, personagem do Didi, era o craque do time ahah. Cardeal cobrou até escanteio e foi cabecear. E claro que Pelé fez um gol de tiro de meta.

– Quem se lembra das Copa Masters que o Luciano do Valle promovia no Canal Bandeirantes? A primeira foi a Copa Pelé e o Rei jogou apenas o primeiro jogo. Teve um lance impagável em que o goleiro agarra uma bola e ele da um toto no goleiro e tenta dar uma bicicleta…

Obs2: Acompanhando a morte do Rei nas redes sociais existem algumas pessoas, paladinas da moral e dos bons costumes com o texto pronto tipo “Quando Pelé morrer vou soltar o texto da filha dele que morreu sem o devido reconhecimento moral pelo Edson Arantes”. Como se todos fossem exemplos de pessoas em suas vidas, sem olhar para o próprio umbiguinho da vida. E pior, sem checar o que realmente pode ter acontecido nesta relação na vida do Pelé.

PELÉ EM JAÚ

*Texto retirado da fanpage Tem Coisas que Acontecem em Jaú-SP

*Foto de Vicente João Pedro, um dos Pelés da Fotografia Jauense.

REGISTRO DO PELÉ JOGANDO EM JAÚ CONTRA O XV, no final da década de 50, no Estádio Arthur Simões, na Vila 15.

Em uma publicação nas redes sociais, Vera Lotto descreveu a presença do rei do futebol em Jaú.

“Pelé jogou apenas duas vezes em Jaú, respectivamente em 1958 e 1959, disputando o campeonato paulista. Foi no nostálgico Estádio Arthur Simões, na Vila Quinze, inteirinho de madeira, de onde se podia ver os trilhos da Companhia Paulista lá embaixo.

Na primeira vez foi mais emocionante. Ele vinha campeão do mundo na Suécia, onde havia assombrado o mundo com sua arte de jogar bola; ainda não havia completado 18 anos. O Santos FC jogou com seu tradicional uniforme branco. Coube ao nosso zagueiro central, camisa 3, Japonês, marcar o Rei. Deve ter feito um bom serviço, pois Pelé pouco apareceu na partida.

Houve apenas um momento em que demonstrou sua genialidade. Num ataque do Santos, no gol de entrada do Estádio Arthur Simões, o ponteiro-direito santista, salvo engano Alfredinho, cruzou em direção à área. Pelé subiu mais do que Japonês, mas, em vez de cabecear a bola, repentinamente abaixou a cabeça, deixando a bola para o ponteiro-esquerdo Pepe, que corrida à sua esquerda e estava bem melhor posicionado para fazer o gol, que estava aberto à sua frente.

Como sabemos, Pepe era dono de um chute muito eficiente, sobretudo potente. A bola bateu no travessão do nosso querido e inesquecível goleiro, o Inocêncio, fazendo a bola voltar rapidamente até o meio do campo.

Se o XV vivesse armado um contra-ataque, poderia ter feito um gol no goleiro Manga, pois o espaço estava livre. O jogo terminou O X O. Este jogo deixou os nervos dos jauenses a flor da pele. Tanto que o locutor da Rádio Jauense que fez a narração, não escondeu publicamente sua torcida. Quando a bola ia para os pés de Pelé, ele perdeu o recato pelo menos duas vezes.

Em vez de irradiar, recomendava: cai nele, Japonês! (No primeiro turno, o Santos havia ganhado por 5 X 2 na Vila Belmiro).

PSIU [antiga coluna do Jornal Comércio do Jahu] tem duas recordações divertidas dessa partida. A primeira ocorreu no Sputnik Foto, que ficava em frente ao Jardim de Baixo. Talvez o proprietário fosse o bom Grossi, se a memória não falha, pois Oswaldo Ormeleze, naquela época, devia ter 12 anos. O Sputinik exibiu uma montagem na qual Japonês era um gigante, com Pelé, pequenino no vão das suas pernas.

 

A segunda recordação se refere a uma foto de Pelé naquele dia. Ele aparece de pé, com as mãos na cintura, na intermediária do estádio, pelo lado do gol dos fundos. Está com as mãos na cintura e atrás dele, no alto, no topo da arquibancada geral, que o pessoal chamava de “péla-porco” porque não havia cobertura contra o sol, que, aliás, batia de frente no rosto dos torcedores, aparece uma enorme placa de propaganda: Massas Alimentícias Mazzei. (A ironia dessa situação tem a ver com o procedimento adotado mais tarde por Pelé para prevenir propaganda gratuita com sua imagem. Se fosse alguns anos depois, ele olharia para trás e mudaria de lugar.

Esta fotografia fazia parte da coleção do querido Vicente João Pedro, que era um verdadeiro acervo da memória de nossa cidade). Naquele ano de 1958 o Santos foi campeão paulista, tendo Pelé como artilheiro, que marcou 58 gols. Em 1959, no mesmo campeonato paulista, o XV conseguiu, inacreditavelmente, vencer aquela máquina de jogar futebol, que era o Santos de Pelé por 1 a 0; o gol foi marcado por Guanxuma ou Graciano, no gol dos fundos do Arthur Simões. No segundo turno, o Santos fez 8 a 2 na Vila Belmiro. Mas 1959 não traz boas lembranças para nós, pois o XV foi rebaixado para a segunda divisão.”

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