Cinema para ver e ouvir

Artigo do André fala sobre a união agradável sobre o cinema e a música, repassando algumas cinebiografias..

Cinema e música são artes que convivo diariamente. Não assisto filmes todos os dias, mas sempre consumo algo relacionado ao assunto. Já música é mais fácil. No carro, na academia, no lazer ou para relaxar, a música se faz presente.

Agora, ao juntar as duas, as coisas ficam melhores.

Irei recomendar cinebiografias de bandas, cantores e cantoras que fiz questão de ouvir, conhecer ou ouvir novamente suas músicas depois de ver seus filmes.

A cinebiografia do momento é a de Elvis Presley.

É sempre bom ouvir Elvis. Sua história também é razoavelmente conhecida até pelos mais desavisados. “Elvis” é um filme muito bom. Ágil, dançante, dramático e colorido. Suas quase 2h30 passam rápidas.

O filme tem um único problema. O Elvis!!! Austin Butler é fraco. Principalmente fora dos palcos. Já nos palcos, sendo um cover do cantor, ele convence, assim como vários covers já nos convenceram em programas do Silvio Santos. Mérito zero!!!!! Não é uma cinebiografia, mas recomendo o filme argentino “O Último Elvis”, acredito que a intenção desse filme é mostrar o sofrimento do astro. O final é de deixar qualquer um de boca aberta!!!

“Bohemin Rhapsdody”, mais conhecido também como o filme do Queen, deve ser uma das cinebiografias de maio sucesso nos últimos tempos. Confesso que não gosto. Nem do filme e nem da atuação de Rami Malek. Se é parecida ou não, eu não sei, mas é cheia de exageros, inclusive o par de chicletes Plets que ele usa nos dentes.

A cena final que representa a apresentação no Live Aos vale pelo filme e mas não me fez esquecer uma das cenas mais cafonas que já vi. Não sei qual integrante da banda começa a bater as mãos e os pés para coreografar We Will Rock You, mas na verdade ficou parecendo Bate a Mão e bate o pé do Rio Negro e Solimões!!!!!!

Falando sobre sons que eu não conhecia, começo com Johnny e June. A cinebiografia de Johnny Cash com a participação mais do que especial de June Carter, sua esposa. Que filme!!! Que sim!!!!

Desde os primeiros acordes em Folson Prision o som me despertou curiosidade. E a coisa só melhora daí para frente. Virei um grande admirador do som e da pessoa Johnny Cash!

Outro som que conheci através do cinema, foi Bobby Dylan. Uma das minhas vozes preferidas. No espetacular filme “Eu Não Estou Lá” Bobby é interpretado por 7 atores e atrizes diferentes, cada um focando num momento da vida e da carreira do cantor. Mais do que gostar de Bobby Dylan, comecei a curtir seu estilo musical, o folk!

Outro estilo que aprendi a gostar através do cinema foi o Hip Hop. O primeiro filme que assisti sobre esse gênero musical foi “Notorius BIG – Nenhum Sonho é Grande Demais”. Virei fã do Notorius!!! E através dele conheci um dos maiores músicos do século passado: TUPAC!!! Sim, em letras garrafais!! Sua cinebiografia é uma bosta!!! “All Eyes On Me” está longe de lhe representar. Esse cara produziu e compôs muita coisa antes de ser assassinado na saída de uma luta do Tyson.

Inclusive, além de Tupac, Notorius também foi assassinado e suas mortes têm relações até hoje não explicadas, mas muito se relata no documentário “Biggie & Tupac”. Falando em vida interrompida bruscamente, chegamos a Eazy-E. O cara da banda NWA!! E a cinebiografia da banda é o melhor filmes dos que aqui estão relacionados “Straigh Outta Compton” é espetacular!!! Filmaço!!!! Ali estão relatados muitos dos problemas que a comunidade negra enfrentava na década de 90, além de um fantasma desconhecido para época, a AIDS. Filmaço, mais uma vez!!!

Falando em música negra americana, recomendo “Nina”, documentário sobre Nina Simone, a primeira pianista clássica negra dos EUA. Nina era uma mulher ímpar e a frente do seu tempo. E, por ser uma mulher e negra na primeira metade só século passado nos EUA, seu talento tinha que absurdo. E era. Além da música, destaca-se em sua vida, a luta pelos direitos civis, outro obstáculo em sua brilhante carreira.

Para encerrar, um filme nacional. “Simonal” é para assistir dançando! Wilson Simonal foi um dos maiores intérpretes brasileiros nas décadas de 60 e 70. Mas o momento do país era obscuro e, foi durante a ditadura militar que sua carreira decaiu. Queixas de sequestro e tortura contra seu contador e uma grave denuncia sobre uma delação contra Gilberto Gil e Caetano Veloso, nunca comprovadas, fizeram com que Wilson Simonal fosse esquecido pelo público e nunca retomou sua carreira.

Bem, quem me conhece sabe que gosto de um samba e um pagode, mas não ouço só isso. Tudo que escrevi acima estão na minha playlist!

Pretendo também escrever um texto sobre filmes de bandas, cantores e cantoras que não existem, mas que fizeram eu dar uma busca no Spotify em suas trilhas sonoras.

Abaixo, algumas cinebiografias que também recomendo assistir e ouvir:

  • Amy – Amy Winehouse
  • Rocketman – Elton John
  • The Beach Boys: Uma História de Sucesso: Beach Boys
  • Ray – Ray Charles
  • Bird – Charlie Parker
  • Jersey Boys – Em Busca da Música – Frankie Valli/The Four Seasons
  • The Doors – The Doors
  • The Runaways: Garotas do Rock – The Runaways
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