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O Amor Está nas Telas

Grandes histórias de amor no cinema: Uma inspiração no amor duradouro dos avós

O texto que vou escrever fala sobre grandes histórias de amor no cinema. Minha inspiração é a relação do meu vô Zé com minha vó Laura, que completaram 67 anos de casados há alguns dias e é a maior história de amor que já presenciei e convivo até hoje. Tal amor se prova a cada dia mesmo num momento delicado para os dois, devido um repentino problema de saúde da minha vó. Essa situação anda abalando muito todos nós, menos o amor que meu avô tem pela minha avó.

Começo então, com a maior história de amor do cinema, que só poderia estar no maior filme da história do cinema (na minha opinião). E maior é diferente de melhor, não que esse não seja excelente. Obviamente que falo de Jack e Rose em “Titanic”. O filme é a história de um casal improvável, de classes sócias distintas a bordo do maior transatlântico da época! Muita gente vai lembrar que fenômeno que esse filme foi no cinema no final de 1995 e começo de 1996.

Produção impecável, rico em detalhes na construção do navio e com efeitos especiais dignos de aplausos até hoje, “Titanic” marcou época. Ação, drama, emoção, tensão também têm no filme e de maneira épica. E somente pessoas com o coração frio igual um iceberg para não se derreter com o casal Jack e Rose (Leonardo DiCaprio e Kate Winslet). Qualquer casal queria ser eles. Mas com uma tábua um pouco maior no meio do oceano. Se não entendeu, é sinal que não assistiu. Se não assistiu, faça um favor para você mesmo e veja “Titanic” o quanto antes. Um amor do tamanho do navio. Um amor do tamanho que o filme merece.

Próxima dica é um musical. Gênero pouco compreendido, mas que merece uma atenção maior. São sempre grandes produções e os atos musicais dão uma boa dinâmica na cadência dos filmes. Boas opções não faltam. E nesse caso, falo de “Amor, Sublime Amor”, que conta a história de um amor impossível entre Tony e Maria (Natalie Wood, uma das mais belas atrizes de todos os tempos). Impossível, já que, em uma Nova York longe do glamour, gangues se enfrentam para a conquista do lado oeste da cidade. E a gangue de Tony é rival da gangue do irmão da Maria (que não sei se já escrevi, mas ela é interpretada por Natalie Wood, uma das mais belas atrizes de todos os tempo). O filme original é de 1961. É um clássico! Mesmo com alguns atos mais cansativos e não tão bem coreografados, mas totalmente compreensível para um filme do começo da década de 60. Recomendo esse, mas também recomendo a refilmagem de 2021 dirigida por Steven Spilberg. Obviamente que a Maria do filme recente não é interpretada por Natalie Wood, uma das mais belas atrizes de todos os tempos. Mas é um filme mais ágil e modernizado, com uma dinâmica contemporânea e que mantém o nível do original.

Se já falei de um dos maiores filmes do cinema, eis aqui, um dos melhores filmes do cinema!!! E falo de “Casablanca”. Esse filme será eterno, assim como amor dos meus avós. Nesse filme vemos a interferência da guerra na vida de um casal apaixonado e que voltam a se encontrar no Marrocos. O filme também é uma declaração de amor a boêmia. E amor e boêmia são ingredientes perfeitos para um belo romance e também resulta num filme com ótimas frases: “Nós sempre teremos Paris”; De todos os botecos, de todas as cidades, no mundo todo, ela entra no meu”; “O mundo todo desmoronando e escolhemos essa hora para nós apaixonar”! “- qual a sua nacionalidade?” “- sou bêbado”.

Inclusive, fiquem a vontade para não considerar “Casablanca” um romance e as frases a seguir podem indicar isso: “Beija-me. Beija-me como se fosse a última vez” e “Acho que esse é o início de uma bela amizade”. Essa última frase é pesada demais…

Para encerrar, o próximo filme é dirigido, escrito e atuado por alguém muito improvável para um romance. O sempre sisudo Clint Eastwood nos entrega um dos romances mais sensíveis da história do cinema. Falo de “As Pontes de Madison”. Eu vejo tudo de Eastwood, mas esse filme é único em seu acervo. Eastwood transpira paixão junto com Maryl Streep. O mais belo e mais triste final de um filme de romance que já vi. Bato uma aposta que alguém não chore nesse final. Só não vale para os insensíveis, obviamente.

Pois bem, espero que tenham gostado dessas dicas. São filmes de altíssimo nível. Inclusive, peço orações e pensamentos positivos para meu vô e para a minha vó. Eles estão diretamente relacionados com meu amor pelo cinema, graças ao seu videocassete, onde assisti meus primeiros filmes. Conto essa história numa próxima.

André Denadai
André Denadai
André é jauense, xvano, palmeirense e apaixonado por cinema e ele escreve periodicamente para o Jauclick.

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