BLOG DO MORAES

Lembranças de 40 anos de Copa do Mundo – de 82 a 2022

Pequenas memórias de Copas vividas, da longíqua 82, do tetra, do penta, até hoje! De 1982 a 2022 uma por uma!

Estou vendo a abertura da Copa. Morgan Freeman acaba de entrar. Copa do Mundo é demais.

Emociona ver abertura na hora que todos os países entram com suas representações.

Luiz Roberto avisou “Está a aberta a 22ª Copa do Mundo”.

O bagulho é louco para quem gosta de futebol e Copa que nem eu. Toda hora a gente entra na tabela para ver os horários dos jogos.

Já lamentei a estreia da Argentina as sete da matina – “Muito cedo”.  Eu já estou vendo quais jogos vamos perder, que estarei na rua, trabalhando, entregando bebida, em tratamento e tentar encaixar onde assistir.  Já vi que assistirei o segundo jogo do Brasil no Amaral Carvalho. Faz parte. Vou ter que chegar antes para pegar um lugar perto da TV.

E a Copa do Mundo para quem trabalha em casa, mesmo sendo um convite a procrastinação, é uma delícia!

1982 – 1986 – 1990

1978 por motivos óbvios eu não vi. Dois aninhos poxa. Ainda bem né, imagina engolir a seco aquele jogo manipulado de Argentina x Peru.

1982 eu lembro muito pouco. A minha lembrança é vendo algum jogo do Brasil e o grito de “Olé” na TV. Uma imagem marcante é eu estar em uma sala de alguma tia e uma tristeza do lado. Provavelmente a Tragédia de Sarriá.

O engraçado que um ano depois lembro muito bem de estar assistindo a final do Campeonato Brasileiro de 1983. E tinha o Zico como ídolo. Tenho um registro de uma foto com a camisa do Flamengo.

Quintal da Rua Santo Antonio Eu e minha primeira cachorra – Susi

Mas mesmo não lembrando muito da Copa 1982, essa seleção de 82 me pegou no futuro próximo. E  acompanho até hoje.

Em 1.986 eu já estava acompanhando muito futebol. Torcia demais. As eliminatórias de 1985 é muito viva na minha memória. A lembrança dos gols do Casagrande de cabeça com cruzamentos de Renato Gaúcho  e aquele golaço do Zico ajeitando de calcanhar e metendo pro gol de fora da área.

Lembro perfeitamente do amistoso do Brasil contra Iugoslávia, antes da Copa,  da volta do Zico pós contusão e aquele gol que ele driblou vários e a narração do Luciano do Valle “Não há palavras para descrever o gol de Zico. É de placa é de placa é de placa”.

Eu assisti esse jogo na casa do Medinho, que é meu grande amigo até hoje!

Para o moleque de 10 anos e fã do Zico e do Careca do Tricolor, a Copa foi uma frustação com o gol perdido de pênalti do Galinho e a eliminação para França (Zico foi chamado injustamente de pipoqueiro. Vários se esqueceram que ele bateu na disputa de pênaltis e converteu né).

E qualquer moleque que acompanhou a Copa de 1986 acompanhou Dieguito Maradona pro resto da carreira dele. Principalmente depois que fez dupla com Carecon no Napoli.

A Copa de 1.990 foi meio estranha. A Copa anterior me marcou muito mais. Se alguém olhasse os cinco atacantes convocados (Careca-Muller-Romário-Bebeto-Renato Gaucho) e imaginar não se interessar é meio irreal. Mas não brilhou os olhos. A Copa foi meia boca né. Não tenho muito o que falar dela. Lembro  de ver a abertura e correr “fantasiado” de Careca para a Educação Física que era na sexta a tarde.

1994 – 1998

Agora 1.994 foi uma festa. 18 anos de idade! Assistia praticamente todos os jogos na casa do Seu Gumercindo Floret, avôs dos Irmãos Matar.  A comemoração era nas ruas do centro. E depois a casa noturna Disco Voador dos irmãos Laerte e Laercio Ferreira.

O Disco Voador era uma casa noturna na beira da estrada Jau-Barra, acho que perto do Maria Luiza 2. A casa foi inaugurada pelo Skank. O primeiro disco da banda mineira que agora em 2.022 está fazendo a ultima turnê ao vivo da banda.

Esse show do Skank foi há quase 30 anos atrás. Quem não se lembra dos pingos de agua que caia na galera, no dia da inauguração em que reza a lenda ou a real verdade de que eram pingos de suor.

Voltando a 1.994, nas comemorações da vitória e do tetra quem comandava o som era a Banda Saigon. A banda de baile tinha no comando Ricardo Luchesi, o Ricardão do Saigon,  Adriano Milani na guitarra e voz, Roberson e Anderson Machi e Marcio Modafaris. Furduncio total.

Um adendo: Vocês lembram do dueto do Adriano (Freddy) com o Ricardo (Montserrat) no How Can i Go On? Era imperdível.

Em 1.998, lembro-me de assistir a abertura da Copa no Galpão Brasil. Bar perto do Jardim de Baixo, ao lado do atual Rospinho. Os sócios eram José Paulo Toffano e Fernando Rosella (o Coquinho do Circênico). Naquela época, o Bar do Gallo (Beer Sport Bar) provavelmente transmitia os jogos.

A Copa foi legal pra caramba. Uma das cenas mais marcantes para mim é o Zagallo na disputa dos pênaltis chamando os jogadores. Era implicado com ele,  mas comecei a olhar diferente pro Velho Lobo pós aquela cena.

Bom, a Copa foi legal até a final ne.. No dia da final, fiz um baita churrasco em casa la na Rua Santo Antonio, 87, um quarteirão atrás do Forum. Deu uma turma gigante. Fogo foi continuar com o churrasco depois dos três a zero. Mas também não foi tanto sacrifício..

2002 – 2006

Na Copa de 2.002 eu confesso que lembro pouco dos jogos! Esses jogos na madrugada acabam com a memória etílica. Porque no final das contas, a pessoa que gosta de tomar uma não comece a tomar no começo do jogo. Começa antes e na maioria das vezes, queimamos a largada! Na hora do jogo você tá pra la de Bagdaaa. Então tive que ver muito pós VT para lembrar dos jogos e do gol.

Lembro  de Generalzinho passar os jogos (O General na beira do rio abriu em agosto de 2002). Segundo informações Fabio´s Bar que tava na crista passava e na Lolla Danceteria também.

Assisti a final na casa do Kike Atalla. Após a vitória, fomos para Avenida Ana Claudina. No domingo a noite, teve Selo Brasil no Fabio´s Bar.

Formação com Isal (vocal e violão), Ceceu (guitarra), Marquinho Ferrucci (bateria e atual percussa do Fly), Edinho (Rasta La Vista e afins), Marco Polo (grande Marcos Candido que virou cantor sertanejo), Tech (trompete), Jeferson Malaquias (trombone) e Perereca (saxofone). Belo time de músicos. Alias Selo Brasil voltou este ano, data que completa 30 anos e provavelmente festa para comemorar  no começo de 2.023.

Em 2.006, vi a Copa no General. Transmitimos todos os jogos lá. Sempre com Betinho e o Balacobaco no pós jogo. Virava uma festa. No jogo, a banda virava batuque com surdo e caixa e depois eles corriam para o palco e show.

Era muito legal. Rafael Maia comandava a estrutura de som. Mas acabava o jogo, já subia o telão e o som começava.  No Brasil x Japão,  Rafa subiu o telão, deixou continuar passando lances do jogo que a transmissão e  Beto já puxou Pais Tropical. General veio abaixo com o som e a comemoração dos gols no fundo! A foto é ilustrativa mas eram sempre esses três nos jogos – Beto – Ed – Juninho.

A essa foto abaixo é só porque achei junto com a de cima e deu uma vontadeee de incluir na matéria haha.

O complicado de você fazer som ao vivo, abrir bar que não seja diário etc.. é o Mata Mata. Primeiro que você não sabe com exatidão o dia do cruzamento. Ai fica na dúvida com o resultado o que fazer se perder…

No Brasil x França, quartas de final, foi num sábado, as 16h. Tínhamos Rockover a noite (formação com Kurk, Ronaldo Paschoa, Beto Scardoa e Renato Muniz). Tomamos aquela piaba. Ai fecha o bar as 19h, faxina, desmobilização e deixa tudo pronto para a noite.

Estou reclamando,  mas eu adorava essa correria. Eheheh.

Na Copa de 2.010, eu trabalhava na Secretaria de Cultura. O secretário era André Galvão e a equipe era de responsa na época da Copa. Eu, Betinho, Carol Panini, Dany Kamada, Marisa Galvão, Mestre Nilson, Silvia Carinhato, Fabio Lopes,  Nicole Spanghero, Alexandre Buccini entre outros.

Na abertura da Copa da Africa do Sul, fui pegar a assinatura no Vip Hotel (não lembro se ainda era Turim) de nada mais nada menos que Naná Vasconcelos, o maior percussionista do mundo. Nana ia abrir o Julho Cultural de 2.010.

Lembro que peguei a assinatura e ele solta pra mim “Bafana Bafana” (apelido da seleção da África do Sul, sede da Copa de 2.010).  O show foi no sábado dia 03/07/10. Na manhã, Nana realizou oficina no pátio do Museu. Olha a foto embaixo.

Oficina com Naná Vasconcelos – Na foto os percurssionistas de Jau – Juninho Toledo – Edinho Domingues e Paulo Dadamos

Já falei por aqui mas vou falar de novo

A programação musical do Julho Cultural foi intensa. Além do Naná, rolou Hermeto Paschoal  Nelson Ayres, Cubanistas, Oficina com a nata da música instrumental (Pixinga, Vinicius Dorin, Djalma Lima, Fabio Torres, entre outros), Flavio Guimarães, Tião Carvalho, João Carlos Martins entre outros  e Jorge Benjor no Parque do Rio Jahu. 17 de julho de 2.010. Parque lotado para ver o Salve Simpatia.

A eliminação do Brasil para a Holanda. Assisti no Bar do Paulo Rabelo e do Rafael Maia na frente da Cultura, do lado do Woodstock.

Fizemos alguns jogos do Brasil no General, mas não vingou. Os barzinhos da cidade já tinham aumentando bem.

2.014 – 2.018 e…

Em 2.014, junto com o Gabriel Atalla no General não passamos a Copa. Os bares estavam bombando né. Como a Shed era parceira nossa do Gene e os Ometto amigo a vida toda assistíamos a maioria dos jogos lá.

Aliás, fizeram até um painel com o balcão da Shed tipo álbum de figurinha da Panini. Vocês lembram? Mesmo com o atropelo das Copas das Confederações, eu confesso que não estava muito animado.

Tanto que no Brasil x Alemanha cheguei atrasado na Shed para ver o fatídico 7 x 1. Mas cheguei a tempo de ver todos os gols. Se tivesse chegando no segundo tempo não ia acreditar né. Lembro que cada gol olhava para o Alexandre Ometto tipo “o loco” “o loco” “o loco” “não é possivê”.

A fan of Brazil reacts during the semi-final football match between Brazil and Germany at The Mineirao Stadium in Belo Horizonte during the 2014 FIFA World Cup on July 8, 2014. AFP PHOTO / PATRIK STOLLARZ

O pior ainda era que depois do jogo o General ia abrir. E ainda com Black Dog (Led Cover) e High Voltage (AC/DC).  Como abrir após um 7 a 1 numa semi – final dentro de casa?

Como fazer um rock ´n roll depois da maior vergonha futebolística de uma seleção de ponta?

Pós-Shed abri meu notebook quietinho e comecei a trabalhar.  Tava no Hotel Jaú (tempo bom!!!).

Quando começa um perguntar aqui, outro perguntar alí e o tempo vai passando…

Chegando na hora de ir meu amigo Ricardo Dalbó passou me dar uma carona com seu famigerado Chevette. E não é que no dia 7 x 1  o rock ´n roll vingou?

Eu desacreditei na verdade! Mas o rock ´n roll salva sempre.

 

No ano de 2.018 passamos a Copa no Villa Jahu Clube. Mas foi a  Copa que eu menos acompanhei. Impressionante lembrar de muito pouco..

Eu confesso que não me interessei na Copa de 2.018. E futebolisticamente foi uma copa relativamente animada.

Mas já em 2.010, um pouquinho em 2.014 e bem em 2.018 a seleção brasileira não me apetecia mais. Não sei o motivo certo. Lance Pessoal. Pode ser outras prioridades, vai saber.

Outro dia estava dando uma olhada e fui dar uma pesquisada e lembrei que mal acompanhei as Eliminatórias de 2.022. Voltei a acompanhar neste final quando a molecada invadiu as convocações do Tite. Me deu mais vontade acompanhar.

E confesso que estou mais animado com esta Copa do que as outras. Como estou trabalhando mais em casa e fazendo o tratamento acompanharei vários jogos.

Análise de quem não está tão por dentro, mas a idéia  que a Seleção está mais leve, sem tanta neimar-dependência, claro que precisando do protagonismo do menino Ney mas com mais divisão de responsabilidade dessa molecada nova que o Tite convocou.

Acho que é isso! Matéria para variar prolixa mas espero que vocês tenham gostado. São   lembranças pessoais de Copas do Mundo mas o Blog é meu e eu coloco o que eu quero ahahhahah. Brincadeira!

Fiquem ligados na agenda do Jauclick que avisará onde terá transmissão dos jogos do Brasil pela cidade.

E é verdade, o mascote da Copa é uma mistura de Zé Gotinha com Gasparzinho.

Boa Copa do Mundo a  todos!

Uma resposta

  1. Pode continuar prolixo kkk
    Parabéns , muito bom seus comentários e lembranças .
    Abraço

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