Cine Denadai

Cinema e fogo nos racistas!

Avançando além das telas: O cinema como poderoso instrumento de combate ao racismo

O texto dessa vez é baseado nos casos de racismo contra o jogador brasileiro Vinícius Jr. Não foi o primeiro, e pela conivência das autoridades locais, não será o último. Além desse exemplo no futebol, casos de racismos pipocam minuto a minuto no mundo e filmes sobre o assunto são comuns, daria para eu fazer textos e mais textos sobre o tema, já que me interesso muito pelo conteúdo. Filme é informação e formador de opinião e ao assistir filmes que abordam a questão do racismo, faz com que eu me sinta no caminho certo em ser uma pessoa melhor a cada dia.

Duas coisas antes de começar a citar alguns filmes: primeiro, caso alguém queria enriquecer meu vocabulário e meu conhecimento sobre o assunto, por favor, me avisem. Sou leigo e quero aprender. Como sou branco, não vou aprender na prática o sofrimento vivido por negros e podem faltar argumentos convincente em minhas palavras.

E segundo, a lista terá poucos filmes, provavelmente por que eu volte a escrever sobre o tema, mas não haverá nenhum filme nacional. É uma pena, já que o assunto não me parece ser tratado com tanta frequência por aqui. Mas deixo a dica de “M-8: Quando a Morte Socorre a Vida”, ainda não vi, mas meu amigo Wilson Moraes viu e me disse que é muito bom.

Mas vamos lá.

Todos já ouvimos a frase “Vidas Negras Importam”, pois bem, e nunca é difícil ouvir logo depois a frase “Todas as Vidas Importam”.

É óbvio que todas as vidas importam, mas a intenção dessa frase é mostrar que negros e negras são mortos simplesmente por serem negros e negras. E por muitas vezes, nossa branquitude nos cega e não nos deixa enxergar essa realidade que não é a mais comum no nosso dia a dia. Os olhares e as atitudes não são iguais em relação a brancos e negros.

E esse é o tema de “FuitVale Station – A Última Parada”. Baseado em fatos corriqueiros, o filme relatando assassinato de um negro numa estação de trem nas primeiras horas de 2009 por um policial. Angustiante, triste e real o filme se baseou em vídeos que circularam na época e mostravam que o garoto morto já estava dominado e algemado e também nem vou entrar no mérito da banalidade da intervenção policial contra o grupo de negros. Um filme obrigatório para compreender sobre a frase acima. Vi esse filme no Amazon Prime!

Falar de cinema e racismo e não citar Spike Lee, seria um sacrilégio!

A maior voz sobre a representatividade negra no cinema! Poderia falar sobre “Destacamento Blood”, “Irmãos de Sangue” “Infiltrado na Klan” ou até de sua obra máxima “Faça a Coisa Certa”, mas vou relatar sobre um documentário chamado “Four Little Girls”, um dos filmes que mais me emocionou até hoje e mostra uma das maiores atrocidades raciais ocorridas nos EUA, onde 4 garotinhas são mortas dentro de uma igreja em um atentado a bomba na cidade de Birmingham no estado do Alabama.

Os responsáveis pelos atos, eram membros da Ku Klux Klan, seita integrada por brancos que acreditavam na superioridade da sua cor, mas não passavam de nazistas!

Esse filme eu vi na HBO Max.

No documentário citado acima, aparece uma importante figura no combate ao racismo e pela luta dos direitos civis dos negros americanos. Ele é Martin Luther King, que na minha humilde opinião, é o maior cidadão que já pisou nesse mundo imundo que vivemos.

Sua luta foi marcada pela “não violência” e um de seus principais atos pacíficos eram feitos através de marchas ou longas caminhadas de um ponto a outro. Por promover tais marchas, King foi preso diversas vezes, já que, segundo as autoridades, esses atos causavam transtornos e caos nas cidades.

O que era transtorno e caos para uns, era um grito de liberdade e igualdade para outros. E uma dessas marchas é mostrada no filme “Selma – Uma Luta pela Igualdade”. Onde de 80kms entre as cidades de Selma e Montgomery no Alabama, resultou no aprovação da Lei do Direito ao Voto, já que até 1965 (ano da marcha) o negro encontrava extremas dificuldades para conseguir o direito de votar.

Às vezes era simplesmente proibido, as vezes apanhava e em outras vezes era morto. Esse filme você encontra na Shock Video Café.

Cinema e Fogo nos Racistas

Filmes de terror também estão aí para mostrar o racismo em nossa sociedade. E há pouco tempo uma grande voz surgiu no cinema.

Ele é Jordan Peele. Se antes era se destacava mais como ator, hoje também dirige e escreves roteiros no mais alto nível. Seu primeiro filme é “Corra!”.

Um terror com pitadas ácidas de comédia mostrando a relação de um negro numa família branca extremamente tradicional. Jordan Peele disse que seus filmes sempre irão ser protagonizados por negros e negras, acreditem, mas já ouvi pessoas dizendo que isso seria racismo inverso, ou algo assim.

Primeiro que isso de racismo inverso nem existe e outra que, Jordan Peele só está tentando mostrar representatividade num mundo que até pouco tempo que era dominado por brancos e brancas.

Pode ser que quando o protagonismo no cinema estava igualmente distribuído entre negros e brancos, ele mude de opinião, mas como ele sabe que isso nunca irá acontecer, ele continuará nos entregando grandes filmes com seus grandes protagonistas.

Esse filme você também encontra na Shock Video Café.

Se já era difícil ser um homem negro nos EUA nas décadas de 50 e 60 (não que seja fácil hoje em dia) imaginem ser uma mulher negra.

Pois é, a mulher negra também tem seu protagonismo na nossa sociedade, mesmo que seja pouco relatado ou comentado. E um filme que mostra uma dessas façanhas é “Estrelas Além do Tempo”, onde três matemáticas negras que trabalham na NASA, conseguem o passo adiante dos EUA na corrida espacial contra a União Soviética no período da guerra frias.

Algumas cenas são emblemáticas e mostram um dos maiores constrangimentos que uma pessoa negra poderia passar, já que, não podia dividir o mesmo banheiro que os brancos, atrapalhando assim seu rendimento e os interesses da estação espacial americana.

Esse filme você também encontra na Shock Video Café.

Bem, ninguém tem desculpa para não ver esses filmes, pois até onde assistir eu coloquei. Mas vamos lá, o tema é de extrema importância, relevância e urgência e com um simples texto com indicações de filmes vou tentando fazer a minha parte. E quanto mais atitudes contra racistas e o racismo, melhor é!

Boa sessão!

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André Denadai

André é jauense, xvano, palmeirense e apaixonado por cinema e ele escreve periodicamente para o Jauclick.

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